F.I.L.E.

novembro 30, 2008 at 17:00 (Eventos, Opinião) (, , , , , , , )

Para os alunos da nossa turma, o F.I.L.E., Electronic Lenguage International Festival, foi o local mais propício a ser visitado nesse semestre, cujo foco é arte eletrônica. O F.I.L.E. é a maior reunião de artista de arte eletrônica do Brasil, aonde podem ser vistos os melhores na cena nacional e internacional (também acontece em vários outros países, como Japão, Luanda e até uma versão também no Rio de Janeiro). Fomos visitar essa exposição na companhia do professor Fernando Fogliano.

O evento que eu mais senti ter perdido foi a rápida visita do grupo G.R.L, o Graffiti Research Lab a São Paulo. O G.R.L. é uma equipe de pesquisadores que atuam no ramo da arte intervencional, principalmente nas ruas, com intervenções luminosas. Contam com vários projetos de sucesso, que são disponibilizados inteiramente em seu site. Eles passaram rapidamente pelo Brasil, e fizeram algumas apresentações na avenida Paulista. Como inicialmente a idéia do nosso grupo era fazer algo no estilo deles, sentimos por não termos podido entrar em contato com eles.

A parte fixa da exposição, no prédio do SESI, teve a participação de mais de 300 artistas de mais de 30 nacionalidades. F.I.L.E. é um conjunto de vários festivais simultâneos: de música eletrônica, de games, inovações e grafites eletrônicos, além de cinema digital e documental. São várias áreas da cultura digital: arte interativa, games, screening, performances, discussões teóricas e, pela primeira vez, o cinema digital.

Entre as obras mais interessantes estava o LevelHead, de um espanhol. Eram três cubos que recebiam uma projeção. Mexendo os cubos, você mexia um personagem que caminhava dentro do cubo, que imitava um cômodo. Ao fazer o personagem sair pela portinha do cubo, ele aparecia no outro, como um labirinto. O trabalho Connected Memories, da brasileira Anaisa Franco, também era muito bom. Duas cabeças plásticas, com uma pequena tela atrás da cabeça cada uma, emitiam imagens aleatórias, e era permitido enviar suas próprias fotos por bluetooth, que apareciam na tela. Em Magneticos, você se posicionava na frente de uma projeção, e a câmera, captando você, começava a “colar” objetos em seu corpo.

Para relembrar meu projeto do semestre passado, o sistema de automação para casa Solus, a obra Genius Voice era um jogo/instalação interativa aonde, por meio de comando de voz, era possível comandar alguns eventos em uma maquete de casa.

Existe também a área de jogos e de filmes no F.I.L.E. que eu, pessoalmente, não gosto muito. Os filmes, quase sempre são “alternativos” e eu não entendo quase nada do que se passa. Os jogos… os jogos são normais. Com tantas obras diferentes e interativas, que mostram tudo de maneira nova, não acho muito legal ficar no “mesmo”, que eu tenho em casa.

Uma das coisas mais legais de se ver foi a obra “Piso”, da artista brasileira Rejane Cantoni. Foi interessante porque tivemos a oportunidade de conhecê-la pessoalmente em uma palestra dada pelo Senac, e ficamos sabendo da construção dessa obra e de todo o processo que foi trabalhado para que ela estivesse lá, no F.I.L.E. 2008.

O F.I.L.E. 2008 foi uma boa fonte de inspiração para o nosso semestre, e com certeza servirá como base para os trabalhos de muitas pessoas da nossa turma.

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Exposição Star Wars

novembro 20, 2008 at 17:00 (Eventos, Opinião) (, , , , , )

Como uma boa nerd que se preze, sou fã de Star Wars. Aprendi com meu pai, e quando ficamos sabendo da exposição que estaria acontecendo no Porão das Artes, no Ibirapuera, babamos. Só não babamos no preço, logicamente, que consideramos exageradamente caro. Trinta reais a inteira para entrar é um absurdo.

Enfim, era uma oportunidade imperdível, e meu pai considerou a possibilidade de não estar mais vivo quando isso acontecer de novo, então fomos. Apesar de cara, a exposição foi bem completa. Não vi tudo o que achei que fosse ver, porque faltaram muitas coisas que eu achava importantes. Isso se deveu ao fato da mesma exposição estar acontecendo, ao mesmo tempo, em outros dois países, Bruxelas e Estados, então supus que as peças tenham sido divididas. Li depois que as peças das três exposições não somaram nem 15 por cento de todo o acervo dos filmes que fica guardado em galpões na Califórnia.

Eram mais de 200 itens, entre desenhos e sketches dos filmes, vestimentas, réplicas de naves utilizadas nas filmagens, fotos, armas, bustos, peças. De todos os episódios. O cenário, o apoio produzido para acomodar as peças era bem simples e discreto, pronto apenas para dar destaque às peças. A única infelicidade foi o excesso de vidro utilizado, em conjunto com as luzes. Algumas peças eram impossíveis de serem vistas corretamente, pois eram pequenas e ficavam atrás dos vidros, muito longe. Outras, eram impossíveis de serem fotografadas, por causa do excesso de luzes e reflexos. Aliás, uma vantagem o fato de tudo poder ter sido fotografado, coisa difícil de acontecer em exposições assim, mas acho que pelo valor cobrado, nada mais justo.

Junto com as peças, textos apresentavam explicações e curiosidades a respeito de cada planeta, personagem e desenho. A famosa nave Millenium Falcon, dirigida pelo personagem Han Solo (Harrison Ford), teve sua sua criação inspirada em um hambúrguer. Era interessante também observar a precariedade das fantasias, que ficavam tão realistas depois, na hora dos filmes. Alguns desenhos possuíam comentários a lápis do próprio George Lucas, como “good job” e “well done”.

Alguns dos veículos também estavam em tamanho real, como o pod de corrida usado por Anakin Skywalker no Episódio I, o Imperial Speeder e a sensação da exposição, a nave que Anakin utilizou junto com R2D2. Havia uma holografia do Mestre Ioda, uma uma mesa repleta de várias armas utilizadas em diversos filmes, vários figurinos utilizados pela rainha Amidala, uma maquete impressionante do planeta Utapau, aonde ocorreu o último duelo entre Anakin e Obi Wan Kenobi. Havia também uma sala especial apenas para Darth Vader, com direito ao som característico da respiração do vilão.

Metade do orçamento da exposição foi bancado pela Lei Rouanet. Apesar de ter achado que o dinheiro do governo, ou seja, que eu suo para ganhar e pagar a eles, não precisava ser utilizado nisso. Apesar disso, foi uma exposição bem montada, e valeu a pena o dinheiro gasto.

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