20º Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2008

dezembro 5, 2008 at 17:00 (Eventos, Opinião) (, , , , , , , , , , )

Desde pequena eu costumo ir à Bienal do Livro em São Paulo, mas nunca ela foi tão desinteressante. Não que as publicações, os livros não sejam interessantes, mas quando eu era pequena os livros pareciam muito mais legais. E, a cada dia que passa, os livros infantis realmente têm se tornado praticamente obras de arte, com conteúdo muito mais completo e interessante do que eu dispunha. Só que agora, esses livros não me interessam mais e, os que me interessam, estão caros. Só quando pagamos nossas próprias coisas é que percebemos o quanto elas são caras.

Acho que o maior problema do livro, no Brasil, é o seu preço. Hoje, por um livro de 200, 300 páginas, paga-se 40 reais, um preço abusivo. Não é à toa que hoje, muitas editoras sofrem com a distribuição de ebooks por toda a internet, muitas vezes trazendo aos leitores os lançamentos muito antes de serem publicados (como é o caso de Harry Potter, por exemplo).

Enfim, a Bienal, por seu volume de produtos e público, é sempre magnífica. É bom ver tantas pessoas que estão lá apenas por um motivo: os livros. Excursões de escolas lotadas de crianças estão por todos os lados, com cada pequeno arregalando os olhos para um livro mais legal do que o outro. De acordo com dados obtidos no site do evento (http://www.bienaldolivrosp.com.br) foram 11 dias, 684 horas de eventos variados, 728 mil pessoas e mais de 2 milhões de livros à venda. Para o meu bem, o bem das editoras e dos leitores, espero que tudo isso tenha sido vendido. A média de livros entre os compradores foi de 4,97, muito bom!

Aproveito aqui para divulgar meu novo blog, o ABRINDO O LIVRO, que fala sobre design de livros… não deixe de visitar!

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F.I.L.E.

novembro 30, 2008 at 17:00 (Eventos, Opinião) (, , , , , , , )

Para os alunos da nossa turma, o F.I.L.E., Electronic Lenguage International Festival, foi o local mais propício a ser visitado nesse semestre, cujo foco é arte eletrônica. O F.I.L.E. é a maior reunião de artista de arte eletrônica do Brasil, aonde podem ser vistos os melhores na cena nacional e internacional (também acontece em vários outros países, como Japão, Luanda e até uma versão também no Rio de Janeiro). Fomos visitar essa exposição na companhia do professor Fernando Fogliano.

O evento que eu mais senti ter perdido foi a rápida visita do grupo G.R.L, o Graffiti Research Lab a São Paulo. O G.R.L. é uma equipe de pesquisadores que atuam no ramo da arte intervencional, principalmente nas ruas, com intervenções luminosas. Contam com vários projetos de sucesso, que são disponibilizados inteiramente em seu site. Eles passaram rapidamente pelo Brasil, e fizeram algumas apresentações na avenida Paulista. Como inicialmente a idéia do nosso grupo era fazer algo no estilo deles, sentimos por não termos podido entrar em contato com eles.

A parte fixa da exposição, no prédio do SESI, teve a participação de mais de 300 artistas de mais de 30 nacionalidades. F.I.L.E. é um conjunto de vários festivais simultâneos: de música eletrônica, de games, inovações e grafites eletrônicos, além de cinema digital e documental. São várias áreas da cultura digital: arte interativa, games, screening, performances, discussões teóricas e, pela primeira vez, o cinema digital.

Entre as obras mais interessantes estava o LevelHead, de um espanhol. Eram três cubos que recebiam uma projeção. Mexendo os cubos, você mexia um personagem que caminhava dentro do cubo, que imitava um cômodo. Ao fazer o personagem sair pela portinha do cubo, ele aparecia no outro, como um labirinto. O trabalho Connected Memories, da brasileira Anaisa Franco, também era muito bom. Duas cabeças plásticas, com uma pequena tela atrás da cabeça cada uma, emitiam imagens aleatórias, e era permitido enviar suas próprias fotos por bluetooth, que apareciam na tela. Em Magneticos, você se posicionava na frente de uma projeção, e a câmera, captando você, começava a “colar” objetos em seu corpo.

Para relembrar meu projeto do semestre passado, o sistema de automação para casa Solus, a obra Genius Voice era um jogo/instalação interativa aonde, por meio de comando de voz, era possível comandar alguns eventos em uma maquete de casa.

Existe também a área de jogos e de filmes no F.I.L.E. que eu, pessoalmente, não gosto muito. Os filmes, quase sempre são “alternativos” e eu não entendo quase nada do que se passa. Os jogos… os jogos são normais. Com tantas obras diferentes e interativas, que mostram tudo de maneira nova, não acho muito legal ficar no “mesmo”, que eu tenho em casa.

Uma das coisas mais legais de se ver foi a obra “Piso”, da artista brasileira Rejane Cantoni. Foi interessante porque tivemos a oportunidade de conhecê-la pessoalmente em uma palestra dada pelo Senac, e ficamos sabendo da construção dessa obra e de todo o processo que foi trabalhado para que ela estivesse lá, no F.I.L.E. 2008.

O F.I.L.E. 2008 foi uma boa fonte de inspiração para o nosso semestre, e com certeza servirá como base para os trabalhos de muitas pessoas da nossa turma.

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Exposição Star Wars

novembro 20, 2008 at 17:00 (Eventos, Opinião) (, , , , , )

Como uma boa nerd que se preze, sou fã de Star Wars. Aprendi com meu pai, e quando ficamos sabendo da exposição que estaria acontecendo no Porão das Artes, no Ibirapuera, babamos. Só não babamos no preço, logicamente, que consideramos exageradamente caro. Trinta reais a inteira para entrar é um absurdo.

Enfim, era uma oportunidade imperdível, e meu pai considerou a possibilidade de não estar mais vivo quando isso acontecer de novo, então fomos. Apesar de cara, a exposição foi bem completa. Não vi tudo o que achei que fosse ver, porque faltaram muitas coisas que eu achava importantes. Isso se deveu ao fato da mesma exposição estar acontecendo, ao mesmo tempo, em outros dois países, Bruxelas e Estados, então supus que as peças tenham sido divididas. Li depois que as peças das três exposições não somaram nem 15 por cento de todo o acervo dos filmes que fica guardado em galpões na Califórnia.

Eram mais de 200 itens, entre desenhos e sketches dos filmes, vestimentas, réplicas de naves utilizadas nas filmagens, fotos, armas, bustos, peças. De todos os episódios. O cenário, o apoio produzido para acomodar as peças era bem simples e discreto, pronto apenas para dar destaque às peças. A única infelicidade foi o excesso de vidro utilizado, em conjunto com as luzes. Algumas peças eram impossíveis de serem vistas corretamente, pois eram pequenas e ficavam atrás dos vidros, muito longe. Outras, eram impossíveis de serem fotografadas, por causa do excesso de luzes e reflexos. Aliás, uma vantagem o fato de tudo poder ter sido fotografado, coisa difícil de acontecer em exposições assim, mas acho que pelo valor cobrado, nada mais justo.

Junto com as peças, textos apresentavam explicações e curiosidades a respeito de cada planeta, personagem e desenho. A famosa nave Millenium Falcon, dirigida pelo personagem Han Solo (Harrison Ford), teve sua sua criação inspirada em um hambúrguer. Era interessante também observar a precariedade das fantasias, que ficavam tão realistas depois, na hora dos filmes. Alguns desenhos possuíam comentários a lápis do próprio George Lucas, como “good job” e “well done”.

Alguns dos veículos também estavam em tamanho real, como o pod de corrida usado por Anakin Skywalker no Episódio I, o Imperial Speeder e a sensação da exposição, a nave que Anakin utilizou junto com R2D2. Havia uma holografia do Mestre Ioda, uma uma mesa repleta de várias armas utilizadas em diversos filmes, vários figurinos utilizados pela rainha Amidala, uma maquete impressionante do planeta Utapau, aonde ocorreu o último duelo entre Anakin e Obi Wan Kenobi. Havia também uma sala especial apenas para Darth Vader, com direito ao som característico da respiração do vilão.

Metade do orçamento da exposição foi bancado pela Lei Rouanet. Apesar de ter achado que o dinheiro do governo, ou seja, que eu suo para ganhar e pagar a eles, não precisava ser utilizado nisso. Apesar disso, foi uma exposição bem montada, e valeu a pena o dinheiro gasto.

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Ópera Madama Butterfly

outubro 24, 2008 at 13:29 (Eventos, Opinião) (, , , , , , , , , )

Sempre foi um dos meus sonhos conhecer o Theatro Municipal de São Paulo. Queria ver alguma coisa nele, queria entrar para conhecer, ver por dentro. Eu vi que tinha essa oportunidade quando fiquei sabendo que estaria passando a famosa ópera Madama Butterfly, em uma pequena temporada. Adquiri um par de ingressos com mais de um mês de antecedência, por dez reais com a carteira de estudante (fiquei satisfeita em encontrar esse valor, pois deve ter tornado o espetáculo acessível para mais pessoas). Uma boa oportunidade, assistir uma ópera, que eu nunca tinha visto, em um lugar que eu queria muito conhecer.

O lugar em volta é bonito à noite, mas não é bem freqüentado, infelizmente. Uma pena, pois parecia que, antigamente, o lugar era bem mais glamuroso. A fila da entrada foi formada, pessoas que se achavam mais importantes queriam entrar primeiro, tirar fotos na entrada. Porém, isso não impediu que eu me emocionasse ao entrar lá, ao ver como era lindo lá dentro. Eu imaginava algo como o Museu do Ipiranga, e não me decepcionei. Um dos lugares mais lindos que eu já vi na vida.

Apesar de ter passado por algumas reformas em 1991, o prédio ainda está um pouco maltratado. Na área em que eram vendidos os alimentos, era possível ver descascados na parede, falta de pintura e algumas rachaduras no teto. Entretanto, todo o resto do teatro parecia muito bem conservado, e contava com modernidades. Saídas de emergência, acesso para deficientes, placas iluminadas que indicavam as direções e um display que mostrava o diálogo do espetáculo (extremamente útil para mim).

Um livreto da ópera em mãos, óculos e estava pronta para começar. Já tinha ouvido falar do enredo da ópera, então já sabia o final. Minha mãe possui o LP, e já vi algumas apresentações na televisão. Mas não achava que ia me impressionar tanto com a ópera ao vivo. Os som dos instrumentos sendo afinados, a voz da cantora, os personagens atuando. Uma das coisas que mais me cativou é como a música, a letra, a intensidade, a emoção colocada nas vozes dá o tom de toda a história. Foi legal perceber para quê serve a ópera, para quê serve um espetáculo cantado, e não apenas atuado como uma peça normal.

Outra coisa muito diferente foi o cenário. Mesmo sendo apenas um cenário de um exterior de uma casa, a colocação e a retirada de itens pelos personagens, feita de forma perceptível mas sutil, modificava todo clima. Somado a isso, a iluminação mudava completamente, de acordo com o período do dia ou da estação do ano. Lendo o livreto da ópera no intervalo, fiquei sabendo que a criadora do cenário era ninguém menos do que a artista Thomie Othake que, no final do espetáculo, se levantou para ser aplaudida, junto com o filho. A cantora, no dia em que eu fui, foi a soprano japonesa Eiko Senda, na direção de Jorge Takia.

A história, uma obra de Giacomo Puccini, fala muito a respeito das diferenças entre o Ocidente e o Oriente, nas visões da pequena mulher oriental conhecida como Butterfly, que se casa com o General Pinkerton achando que este o amava. Mas ele vai embora, prometendo voltar, e deixa Butterfly grávida. Essa o espera por alguns anos e, quando ele volta, ela descobre que ele se casou com uma americana, e que realmente não dava importância ao matrimônio deles. É uma amostra das diferenças de valores, de relacionamentos, das delicadezas de uma mulher e os interesses de um homem. A música e todo o cenário são também carregados de influência japonesa.

Foi uma das coisas mais bonitas que eu já assisti, e saí do teatro com os olhos cheios de lágrimas. Realmente não esperava achar tudo tão bonito e me emocionar tanto. Pretendo assistir outras óperas (com receio de não achar mais nenhuma bonita como essa), e com certeza voltar ao Theatro Municipal, para ver outros tipos de apresentações.

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Evento – Goya no MASP

março 20, 2007 at 18:09 (Eventos)

Notícia publicada na Veja São Paulo

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Goya. Poucos gênios da arte foram tão compromissados com seu tempo e seus ideais quanto o espanhol Francisco José de Goya y Lucientes (1746-1828). Seja nos palácios, acolhido por monarcas encantados com os padrões decorativos e os retratos que produzia, seja fora deles, onde encontrava temas para uma crônica visual da época, o pintor e gravador manteve um olhar atento ao que o circundava. Isso incluía rir do ridículo de uma nobreza em decadência ou flagrar os costumes sociais. Goya efetivou boa parte dessas representações em quatro séries de gravuras. A primeira leva, criada em 1799, chamou-se Os Caprichos e satirizava os vícios da sociedade espanhola. Seguiram-se Desastres da Guerra, calcada nas invasões napoleônicas, Tauromaquia, voltada às touradas, e, por fim, Provérbios e Disparates, de contexto surreal. A partir de domingo (18), o Masp expõe o conjunto completo num lote de 218 peças pertencentes à instituição espanhola Caixanova. Em comum aos trabalhos, o tom sombrio e muitas vezes cruel é resultado também de uma doença rara que deixou Goya surdo até o fim da vida.

INFORMAÇÃO

QUANDO: de 18/03 a 20/05, de terça a domingo, 11h às 18h.
ONDE: Masp. Avenida Paulista, 1578, 3251-5644, Metrô Trianon-Masp.
Informações: (11) 3283-2585
QUANTO: R$ 15,00. A bilheteria fecha às 17h. Grátis às terças e nos demais dias para menores de 10 anos, pessoas com mais de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas agendados.

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Evento – FILE Rio 2007

março 20, 2007 at 16:10 (Eventos)

Notícia retirada do UOL, em 17/03

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Em 1965, quando computadores eram do tamanho de armários e em termos de recursos não eram mais do que grandes máquinas calculadoras, o cientista de computação americano Ted Nelson criou o ‘hipertexto’, um sistema que permitia o acesso e visualização de um documento através de um link. Parece algo muito simples nos dias de hoje, mas esta criação acabou tornando-se a base para o desenvolvimento de um sistema que seria batizado mais tarde de World Wide Web (WWW). Pode-se dizer, sem exagero, que hoje você só lê este texto devido à genialidade deste senhor.

Ted Nelson é a principal atração do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), que apresenta sua segunda edição no Rio de Janeiro, de 19/3 a 24/4, com uma série de instalações multimídia, performances e shows de artistas e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, envolvendo alta tecnologia e arte, além de debates, exposição e palestra com o visionário cientista e sociólogo americano (dia 20, 20h, no Planetário da Cidade do Rio de Janeiro).

Instalação “H2O”, dos franceses do Eletronic Shadow, apresenta vídeos que se deslocam ao redor de piscina
A programação deste ano será dividida entre os espaços do Oi Futuro, que terá exposições e instalações de artistas como a dupla francesa Eletronic Shadow e a coreana Young-Hae Chang, destaque na 27ª Bienal de SP (2006), e o MAM, que receberá os shows do festival Hipersônica, com músicos de vanguarda como Daedalus e Kode 9, e performances como a do holandês Edwin Van der Heide.

A edição deste ano do festival traz como inovação o conceito de “obras nômades”, que além de interagir com o público e ambiente, também se movem pela cidade. É o caso de um ônibus que promove apresentações de música eletrônica durante o itinerário, um táxi que é na verdade uma grande instalação multimídia e que permite ao passageiro manipular imagens e sons captados no interior e exterior do veículo, e bicicletas equipadas com sistemas de áudio que, ao pedalar, promovem palestras em movimento por diversos roteiros e pontos do Rio de Janeiro.

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Programação FILE Rio 2007

Exposição
QUANDO: de 19/3 a 24/4
ONDE: Oi Futuro – Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo. Terça a domingo, das 11h às 20h. Informações: (21) 3131-3060
QUANTO: grátis

Obras nômades
QUANDO: de 19/3 a 25/3
ONDE: Oi Futuro – Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo. Terça a domingo, das 11h às 20h. Informações: (21) 3131-3060
QUANTO: grátis

Palestra com Ted Nelson
QUANDO: 20/3, às 20h
ONDE: Planetário da Cidade do Rio de Janeiro – Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100, Gávea – Zona Sul. Informações: (21) 2274-0046
QUANTO: Grátis

Debates (File Symposium)
QUANDO: 21/3, das 11h30 às 16h, e 22/3, das 11h30 às 18h30
ONDE: Oi Futuro – Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo. Terça a domingo, das 11h às 20h. Informações: (21) 3131-3060
QUANTO: Inscrições gratuitas online e grade completa no site do evento

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Corpo Humano: Real e Fascinante

fevereiro 27, 2007 at 18:06 (Eventos)

Notícia publicada no UOL/Folha

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Prepare-se. Uma semana após o fim do Carnaval, será inaugurada na Oca do parque Ibirapuera uma exposição com cadáveres de verdade. Polêmica, “Corpo Humano: Real e Fascinante” abre para o público em 1º de março com ingresso salgado: R$ 30. Sob protestos, a mostra foi inaugurada em 2001, em Berlim (Alemanha).

 
 

A mostra estará no primeiro andar da Oca, que receberá em seu subsolo, na mesma época, a exposição “Leonardo da Vinci – A Exibição de um Gênio”. Quem comprar ingresso para um terá desconto de 20% no outro evento.

“Corpo Humano: Real e Fascinante” terá em São Paulo 16 cadáveres de homens e mulheres e 225 órgãos dissecados –em Nova York, foram 22 corpos, incluindo fetos, e 260 órgãos. Inglaterra, Coréia do Sul, México e Holanda já abrigaram a exposição, criada por Roy Glover, professor de anatomia e biologia celular da Universidade de Michigan.

 
 
 

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Os tecidos dos cadáveres passaram por um processo que lhes deu aparência e textura de plástico. Chamado polimerização, o procedimento foi supervisionado por Glover (também diretor-chefe do Laboratório de Preservação Polímera da universidade) e realizado em diversas etapas.

Os corpos foram inicialmente embalsamados para preservação dos tecidos. Depois passaram por uma desidratação por imersão em acetona. A substância preencheu o corpo no lugar dos líquidos corporais e foi posteriormente eliminada como vapor em uma câmara a vácuo. Em seu lugar, foi aplicada uma solução de polímeros em silicone líquido. A finalização do processo se deu com a aplicação de um composto que enrijece o silicone, dando aos tecidos uma consistência plástica.

O procedimento permite selecionar as cores desejadas para cada parte do corpo, que se torna inodoro, e garante longa durabilidade aos tecidos.

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Setores

 
 
 

O público poderá tocar em determinadas peças da exposição, que será dividida em nove setores. O primeiro é “Esqueleto”, com a estrutura óssea dos humanos e suas mais de cem juntas. Os sistemas muscular, nervoso, respiratório, digestivo, urinário, reprodutor e circulatório também têm seus espaços.

Já o setor “O Corpo Tratado” mostra a preservação de um corpo saudável graças aos avanços das pesquisas médicas e tecnológicas, com destaque para próteses e equipamentos que auxiliam os médicos na sala de cirurgia.

 
 

Polêmica

No exterior, a utilização de corpos humanos em uma exposição não foi o único motivo para polêmica. Houve discussões sobre a origem dos cadáveres, fornecidos pela Escola Universitária de Medicina de Dalian (norte da China) –chegaram a ser levantadas especulações, nunca comprovadas, de que os corpos seriam de criminosos executados.

Os organizadores afirmam que os corpos são de pessoas que tiveram morte natural e em vida optaram por participar de um programa de doação em benefício da ciência e da educação na China.

Corpo Humano: Real e Fascinante
Quando: inauguração para convidados em 28 de fevereiro. Abertura para o público em 1º de março. Segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 20h. Não há data definida para o término da exposição
Onde: 1º andar da Oca no pq. Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, tel. 0/xx/11 6846-6000).
Quanto: R$ 30. Meia-entrada: R$ 15. Grátis para crianças até 2 anos. Crianças de 3 a 6 anos pagam meia-entrada. Menores de 12 anos entram somente acompanhados por responsável
Informações: exposicaocorpohumano.com.br

Pontos de venda
Sem taxas: na bilheteria da Oca, somente a partir de 26 de fevereiro
Com taxa de conveniência: Citibank Hall, Teatro Abril, Fnac Pinheiros, Paulista, Morumbi e Campinas, Cia Athletica de Campinas, Saraiva Mega Store (shoppings Morumbi, Eldorado e Ibirapuera), loja AM/PM do posto Ipiranga Gravatinha (Santo André), Livraria Siciliano (r. Cardoso de Melo, 630)
Com taxa de conveniência e de entrega: Ticketmaster (0/xx/11 6846-6000)

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Impressõs Originais: A Gravura Desde o Século 15

fevereiro 27, 2007 at 17:50 (Eventos)

 

Notícia publicada no UOL/Veja Rio

Liechtenstein, Goeldi e Picasso

“Mãe”, xilografia de Karl Schmidt-Rottluff e acervos holandeses e coleções públicas e privadas do Brasil, a exposição é composta por mais de 260 obras de artistas como Albrecht Dürer, Goya, Toulouse-Lautrec, Gauguin, Picasso, Morandi, Paul Klee, Matisse, Kandisnky, Andy Warhol, Goeldi, Lasar Segall, Lívio Abramo, Farnese de Andrade, Lygia Pape, Renina Katz, entre outros. A mostra traça um panorama da história da gravura, desde sua origem até os dias atuais, através do trabalho de artistas de diferentes períodos dentro de seis séculos.

Mãe - Karl Schmidt-Rottluff

26/2 a 29/4
CCBB (RJ)
Entrada franca

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Leonardo da Vinci – A Exibição de um Gênio

fevereiro 27, 2007 at 17:35 (Eventos)

Notícia publicada no UOL/Vejinha

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O inventor e mestre da pintura Leonardo da Vinci (1452-1519) é um nome fundamental na história da humanidade. Não se pode falar de progresso nas ciências e nas artes sem citar os seus estudos ou os protótipos para máquinas então pioneiras, como o helicóptero. Também era exímio pintor, e a prova está nos 7 milhões de pessoas que visitam anualmente o Museu do Louvre, em Paris, boa parte apenas para ver a sua Mona Lisa. Mas a genialidade desse italiano filho de escrivão muitas vezes aflorava na clandestinidade. Como anatomista, por exemplo, Da Vinci era obrigado a realizar escondido autópsias para suas experiências, já que a prática era proibida pela Igreja do século XV. Sinal dos tempos, a partir de quinta (1º) a Oca abriga simultaneamente a exposição Leonardo da Vinci – A Exibição de um Gênio, com 150 peças inspiradas em seu legado, e a mostra Corpo Humano – Real e Fascinante. Esta, numa experiência nem sempre agradável aos olhos e ao estômago, reúne dezesseis cadáveres e 225 órgãos verdadeiros.

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Diga-se logo que as duas iniciativas têm caráter educativo, bem mais que artístico. No caso dos desenhos, objetos e protótipos relacionados a Da Vinci, não será possível apreciar, no original, nenhum de seus quadros ou desenhos, como o famoso estudo O Homem Vitruviano – aquele revelador da anatomia humana, representado numa montagem em 3D. Todo o acervo trazido é constituído de réplicas realizadas por artesãos italianos craques nos manuais deixados pelo mestre, os chamados “códigos”. Da Vinci tinha o hábito de registrar suas engenhosas criações em cadernos, e estima-se que haja mais de 13 000 páginas com suas notas e desenhos.

Tamanho material, que ainda hoje suscita teses e intrigou o mundo com o sucesso do best-seller (e do filme) O Código Da Vinci, do escritor Dan Brown, exigiu treze segmentos temáticos na exposição. Ao lado de quarenta estudos anatômicos, por exemplo, o visitante poderá apreciar ilustrações sobre guerreiros e modelos de máquinas de guerra, resultado do trabalho de Da Vinci como estrategista militar. Ainda que cópias, essas engenhocas revelam um pouco mais de sua figura precursora e de seus inventos presentes no dia-a-dia do século XXI

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LEONARDO DA VINCI – A EXIBIÇÃO DE UM GÊNIO. Oca. Parque do Ibirapuera, portão 3. Informações, 6846-6000. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, domingo e feriados, 10h às 20h. A bilheteria fecha meia hora antes. R$ 30,00. Quem adquirir um ingresso para a mostra Corpo Humano – Real e Fascinante ganha 20% de desconto para a exposição Leonardo da Vinci – A Exibição de um Gênio. Agendamento de escolas, 3666-9990 ou atendimento@divertecultural.com.br. Grátis para menores de 2 anos. Até julho. A partir de quinta (1º). TM.

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Cidade Nua

fevereiro 27, 2007 at 17:22 (Eventos)

Notícia publicada no UOL

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Exposição reúne 41 ilustrações do artista plástico italiano Vincenzo Scarpellini, morto em 2006. Os trabalhos, publicados na Folha na coluna “Urbanidade” de Gilberto Dimenstein, retratam paisagens paulistanas e foram curados por Cláudia Marques, viúva do artista. Salve Jorge Centro (Pça Antonio Prado 33, lj.17, Centro, São Paulo-SP). Seg à Sáb a partir das 11h. Informações: (11) 3812-4342

24/2 a 24/3
Salve Jorge Centro
Grátis

Vale a pena passar no site do UOL e ver a apresentação com áudio das obras

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