Artista: Keith Haring

novembro 27, 2006 at 23:39 (Artista)

Keith Haring

Keith Haring nasceu em 4 de Maio de 1958, em Reading, Pensilvânia. Se apaixonou por desenho desde pequeno, aprendendo técnicas de cartoons com seu pai e com a cultura poular à sua volta, como Dr. Seuss e Walt Disney. Entrou na Escola de Artes Visuais (SVA), em Nova York, aonde encontrou uma comunidade de arte alternativa que estava desenvolvendo um sistema fora de museus e galerias, nas ruas do subúrbio, nos metrôs e em espaços em clubes e danceterias. Eles se tornou amigo de outros artistas como Kenny Scharf e Jean-Michel Basquiat, assim como de músicos, artistas performáticos e grafiteiros. Em adição a estar impressionado com a inovação e energia de seus contemporâneos, Haring também se inspirou no trabalho de Jean Dubuffet, Pierre Alechinsky, William Burroughs, Brion Gysin e no manifesto de Robert Henri, The Art Spirit, o qual falava que a independência era fundamental para o artista. Com essas influîencias, Haring estava pronto para colocar todo seu talento em um tipo único de expressão gráfica, baseada na supremacia da linha. Estava determinado a dedicar sua carreira a criar uma verdadeira arte pública. Como estudante na SVA, Haring experimentou performances em video, instalações e colagem, enquanto mantinha um grande comprometimentos com o desenho.

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Em 1980, Haring encontrou um meio que possibilitou a comunicação com o público que desejava. Ele soube de painéis de anúncios em metrôs que não estavam sendo utilizados e estavam cobertos com papel preto. Ele começou a criar desenhos com giz branco sobre esses painéis no metrô. Entre 1980 e 1985, Haring produziu centenas desses desenhos públicos em um ritmo muito rápido, ás vezes criando 40 desses desenhos em um só dia. Essas imagens se tornaram populares em Nova York, e ás vezes as pessoas o paravam para parabenizá-lo pelo seu trabalho. O metrô se tornou, como disse Haring, um “laboratório” para trabalhar suas idéias e experimentos com suas linhas simples.

Logotipo da Pop Shop

Em 1986 abriu a Pop Shop, uma loja em Soho que vendia camisetas, brinquedos, pôsteres, broches e ímãs que traziam seus trabalhos, uma extensão de seu trabalho para o público, a baixo custo, tornando sua arte acessível. Através de sua carreira, Haring dedicou muito de seu tempo ao público, a quem dedicava mensagens sociais. Ele produziu mais de 50 trabalhos públicos entre 1982 e 1989, em dezenas de cidades ao redor do mundo, muitas das quais criadas para projetos de caridade, hospitais, centros de cuidados com crianças e orfanatos. Outros projetos incluem um mural pintado no lado ocidental do muro de Berlin três anos antes de sua queda.

Obra contra o proeconceito

Desde que foi diagnosticado seu quadro de AIDS, em 1988, ele inaugurou a Keith Haring Foundation para arrecadar fundos para outras organizações de AIDS e programas infantis, o que expandiu o público visitante de suas exposições e os compradores de suas obras. Haring usou sua fama nos últimos anos de sua vida para falar de sua doença e incentivar o cuidado com a AIDS. Expressando seus conceitos de nascimento, amor, morte, sexo e guerra, e usando uma mensagem sucinta e direta, Haring foi capaz de atrair enorme audiência e assegurou o acesso a sua imagem, que se tornou uma linguagem mundialmente reconhecida no século 20. Morreu aos 31 anos de complicações causadas pela AIDS 1990. Desde sua morte, é assunto de muitas palestras e exposições. Seus trabalhos podem ser vistos em coleções de grandes museus por todo o mundo.

Abaixo, mais algumas obras do artista (clique na obra para ampliá-la):

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Releitruas de trabalhos tradicionais

 

Eu conheci esse artista ao ter que fazer um trabalho de História da Arte, cujo tema escolhido foi arte de rua. Nem nunca tinha ouvido falar del, mas ao preparar seu texto para o trabalho, me impressionei muito com o fato de ele ter usado a arte para ajudar no problema que muitos enfrentam, que é a AIDS. Além disso, lutou para que sua arte fosse acessível ao maior número de pessoas, não apenas em exposições, mas também com a Pop Shop, o que possibilitou que pessoas tivessem cheveiros, pratos, camisetas… enfim, alguma coisa que tivesse a arte dele. Seus traços são simples e bidimensionais, mas trazem uma emoção e uma força anexadas que é impressionante.

Eu acho que é isso que representa a arte nos dias de hoje, não essas coisas malucas que vemos em muitos lugares hoje. Obejtos que as pessoas colocam um conceito e chamam de obra. Ele se utilizava do melhor meio de comunicação com o público, a rua. E isso é um ato de coragem, se expor a opinião mais sincera de todas, tanto do público como de críticos e colegas de profissão, de maneira tão crua.

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Artista: Giuseppe Archimboldo

novembro 24, 2006 at 16:20 (Artista)

Giuseppe Archimboldo

Giuseppe Archimboldo foi um artista da Renascença. Foi, por 25 anos, pintor da corte, artesão e organizador de festas de muitos imperadores italianos do século 16. Também pintou motivos em várias igrejas. Nasceu em 1527 em Milão e cresceu no meio da Renascença. Seu talento lhe rendeu um lugar entre os estudantes de Leonardo da Vinci.

Como organizador de festas, inventou muitos efeitos especiais para elas, como um órgão de cores hidromecânico, que batizou de “harpiscord of color”.

Seu trabalho também incluía “copiar” quadros da família real, já que naquela época não existia máquinas de Xerox. Nas horas vagas do seu entediante trabalho, Archimboldo criou um estilo de pintar que o separaria dos outros artistas para sempre.

Archimboldo começou a fazer retratos de pessoas, mas não como elas são vistas, e sim com figuras de animais, vegetais e outros objetos naturais, como em uma colagem. Olhando de perto uma obra dele, você distingue várias figuras, como carneiros, peixes, abóboras, pepinos, folhas, plantas… ao se afastar um pouco e prestar mais atenção ao geral da obra, novas figuras, em sua maioria pessoas, surgirão.

Outono Inverno

Primavera Verão

Eu considero que artistas que sabem mexer com ilusão devem ficar entre os melhores, porque além de terem técnica de pintura, sabem planejar a obra para que ela seja muito mais do que é. Exemplos clássicos de artistas assim, podemos citar Escher, Salvador Dalí, José de Momper e muitos outros. Também não podemos nos esquecer de que os impressionistas e pós-impressionistas, de certa forma, também mexiam com ilusões ópticas.

Série Reversível

Gardener Gardener - Invertido

A Reversible Anthropomorphic Portrait of a Man Composed of Fruit A Reversible Anthropomorphic Portrait of a Man Composed of Fruit

Cook Cook

 

Série Elementos

Water - Água Fire - Fogo

Air - Ar Earth - Terra

 

Outros

 

archimboldo4.jpg Calvino

Flora Animal Head

Herodes Librarian - Bibliotecário

Vertumnus Spring

Abaixo, algumas releituras atuais e antigas inspiradas em Archimboldo

Vegetarianos Metamo jan-svankmajer.jpg

Paella - Nelson Garrido

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