O Cavaleiro da Morte

outubro 30, 2008 at 17:00 (Opinião) (, , , , , )

Bernard Cornwell é meu autor favorito de livros. Por causa dele, me apaixonei perdidamente pela história do Rei Artur e, posteriormente, por toda a história da Inglaterra e países próximos.

Bernard Cornwell é um historiador renomado que resolveu transformar suas pesquisas em romances desde . Com 54 livros na bagagem, ele já escreveu sobre o Rei Artur (na trilogia Crônicas de Artur), sobre as guerras napoleônicas (na série de – atualmente – 21 livros Sharpe), sobre a busca pelo Graal e, recentemente, está escrevendo as Crônicas Saxônicas, ao qual este livro que resenho agora pertence. Todos os livros possuem personagens fictícios, mas seus enredos e acontecimentos são todos baseados em fatos reais, conseguidos em suas pesquisas como historiador. Isso, na minha opinião, torna o livro muito mais interessante, já que podemos imaginar que as coisas realmente aconteceram.

Nessa série de livros, Cornwell retrata a época em que os saxões dominavam a Inglaterra, a época depois da desocupação romana e do restabelecimento do poder bretão. É engraçado notar como Cornwell modifica nossa “torcida” a cada séria de livros. Na trilogia do Rei Artur, os bretões eram os mocinhos e os saxões eram os bárbaros, a ameaça. Nessa história, torcemos para os saxões, que agora lidam com a invasão dos dinamarqueses.

Esse segundo volume é uma continuação direta do primeiro, com os acontecimentos logo depois do dia que acaba no livro. Diferente do primeiro volume, é uma má época para os saxões que, derrotados pelos vikings, tem de se refugiar no pântano. O personagem principal, Uthred, está divido entre sua lealdade ao rei Alfredo (que agora não passa de um refugiado sem terras e exército no pântano) e seus amigos vikings, que o criaram e agora o chamam para fazer parte de sua vitória. O rei Alfredo, a quem deve lealdade, é um rei erudito e doente, que não gosta de Uthred, mas se vê obrigado a tê-lo em seu exército. Uthred também não gosta de Alfredo, mas devido a algumas alianças, precisa ficar ao seu lado e liderar os homens do rei em uma última tentativa de recuperar Wessex.

Porém, os saxões não se consideram derrotados e, vagarosamente, começam a juntar um novo exército para derrubar o inimigo. Os dinamarqueses são fortes e são muitos, mas os homens que encabeçam o poder começam a disputá-lo de forma prejudicial ao sucesso de sua campanha, e essa é a chance dos saxões. Os dinamarqueses já dominaram todos os outros reinos, como Mércia, Ânglia Oriental, Nortúmbria, e agora querem Wessex. Mas Alfredo ainda não resistiu, e forma um último exército, a última esperança da Inglaterra. A batalha, que fica conhecida como batalha de Etrandun (local real, que existe até hoje), é sangrenta, mas graças à experiência de Uthred e a união dos saxões, Alfredo garante a unidade de Wessex e os dinamarqueses recuam e fazem acordos.

Além do desenvolvimento da história de Alfredo, o livro fala bastante de Uthred. Mais velho e mais maduro, ele se torna um grande e temível guerreiro, mas ainda assim tem que lidar com grandes dilemas, como seu casamento, o nascimento de seu filho, o relacionamento com suas amantes e sua vontade de reconquistar a fortaleza de seu pai, ocupada ilegalmente por seu tio.

Na minha opinião, não é tão bom quanto a trilogia do Rei Artur, mas isso se deve a minha preferência por esta história, mas ainda assim, considero que Cornwell domina muito bem a técnica de fazer romances históricos, o que faz desse conjunto de livros um best seller.

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