Filme: O quarteto fantástico

Setembro 23, 2007 at 3:57 pm (Opinião)

Esse é mais um daqueles filmes que você só assiste porque todo mundo fala dele, e você quer saber do que é que tanto falam. Só que, chega no final do filme e você se pergunta porque é que perdeu tempo assistindo aquilo.

Não nego que os efeitos sejam legais. Um cara fica em chamas, outro se estica, outro é de metal… não deixa de ser bem atraente tudo isso. Só que, hoje em dia, efeitos especiais espetaculares não são mais motivo pra um filme ser bom, porque todo filme de ação hoje em dia tem efeitos de tirar o fôlego. Pra se sobressair entre os outros, precisa ter enredo, história boa, bem conectada e encenada.

Coisas que não são vistas no filme “O quarteto fantástico”. A atriz mais famosa do longa, Jessica Alba, de longe pode ser chamada de talentosa. Está lá, principalmente, para ser vista sem roupa, um atrativo a mais para os que nem se importam com o roteiro. Os outros atores até se esforçam, mas dois deles ficam no “só são bonitinhos”. A história, no gibi, até que fica interessante. Mas foi pessimamente adaptada para filme, tornando tudo o que se passa supérfluo ou engraçadinho (erro terrível também cometido nos quatro primeiros filmes do Batman). Para mim, isso tornou o filme tedioso e chato. Até mesmo as partes com mais ação não me interessaram muito.

Ainda não assisti o segundo volume, com o Surfista Prateado, mas não me parece muito melhor que esse.

Hoje em dia, a nova moda é adaptar histórias de quadrinhos para as telonas. Mas mesmo os HQ’s sendo conhecidos por histórias de pouco conteúdo, distração ou diversão, na maior parte dos títulos isso não é verdade, e é preciso muito cuidado na hora da adaptação, pra tudo não virar realmente uma piada. Belos exemplos de histórias parecidas que deram certo: 300, Sin City, Batman Begins, Homem Aranha, X-Men, entre outros.

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Filme: Harry Potter e a Ordem da Fênix

Setembro 23, 2007 at 3:57 am (Opinião)

Harry Potter e a Ordem da Fênix

Apesar do tempo que têm levado para estrear, os filmes da série Harry Potter sempre impressionam nos efeitos.

Por sempre cortarem grande parte do livro (no anterior, “O cálice de fogo”, os produtores chegaram a cogitar a idéia de fazer dois filmes para contar tudo, mas acabaram desistindo da idéia), a história, pra quem não lê os livros, fica um pouco complicada de ser acompanhada, já que deixam de explicar muitas coisas.

Os efeitos são sensacionais. O melhor momento é a batalha que acontece no Ministério da Magia. Os efeitos e o modo como a cena foi construída e editada deixam esse pedaço do filme muito emocionante. Os atores estão cada vez mais crescidos, mas parece que isso não importa, quando os colocamos na trama.

E a trama está cada vez mais emocionante e perigosa. Voldemort está cada vez mais poderoso e recrutando cada vez mais gente, enquanto o Ministério da Magia ignora qualquer vestígio de sua sobrevivência. As coisas também pioram em Hogwarts, com a chegada de uma nova diretora e de novos problemas que todo adolescente enfrenta.

É um filme imperdível pra quem gosta de Harry Potter, mas é imprescindível ler o livro pra entender bem tudo o que acontece.

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Filme: Ratatouille

Setembro 23, 2007 at 3:15 am (Opinião) (, )

Pôster do filme

Filmes da Disney, em sua maioria, são ótimos. Dos que vieram antes da entrada da Pixar, só posso criticar o Corcunda de Notre Dame, que foi meio sem graça. Depois da entrada da Pixar, fiquei triste com a entrada dos computadores e o abandono de animações feitas à mão. Logo no começo, saíram Toy Story e Vida de Inseto, e eu não me interessei muito por nenhum dos dois.

Com o tempo, a Pixar foi pegando o espírito Disney de fazer desenho, e foi melhorando a cada filme. Nesse ano, a Disney comprou a Pixar da Apple, e a coisa ficou melhor ainda.

Tudo, até agora, se mostrou em Ratatouille. Um filme que juntou a tecnologia da Pixar aos cuidados e caprichos da Disney. Uma obra de arte digna de seus autores.

A animação é impecável. São vários ratos, e é possível ver a perfeição dos seus pêlos, tanto em textura quanto em movimento. O rato principal, Rémy, tem seus movimentos de rato, mas adquire alguns humanos, alguma atitudes, que tornam real o que estamos vendo, um rato que cozinha.

Outra coisa fantástica foi toda a pesquisa feita em cima do tema. Para os pratos apresentados no filme, foram feitos mais de 400 pratos reais, para que os animadores pudessem se basear. O conhecimento do ratinho, o funcionamento de uma cozinha de um grande restaurante… tudo parece ter sido minuciosamente cuidado e preparado.

A história também é emocionante. Um ratinho que sabe cozinhar, e que aprecia a boa comida ao invés do lixo e dos restos que sua família e colegas comem. Acaba fazendo um acordo com um inexperiente cozinheiro, e juntos fazem sucesso em um conceituado restaurante. O jeito com que a trama se desenvolve, os valores mostrados (como amizade e caráter) são padrões da Disney e, unidos à belíssima animação, faz com que você saia do cinema achando que ratos realmente cozinham no seu restaurante preferido.Com certeza valeu muito a pena assistir. E se esse é o caminho que a Disney/Pixar está levando, só posso esperar muito pelo Bee Movie (próximo filme da Disney).

Site oficial: www.disney.com.br/cinema/ratatouille/

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Poesia também é arte

Abril 18, 2007 at 10:42 am (Opinião)

Qualquer dia desses minhas palavras
Vão escapar
Falar tudo o que tiver vontade
Tingir sofrimento
Dividir meu alento
Só queria que
Você soubesse
Você entendesse
Você percebesse
Ninguém quer dizer tudo
Todos acabam por dizer nada

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Filme: 300

Abril 18, 2007 at 10:31 am (Opinião)

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Tenho lido muito a respeito desse filme, tanto coisas boas como coisas ruins. A melhor coisa que eu poderia fazer era ir assistir, para ter minha própria opinião.

Na verdade, antes de qualquer pessoa assistir e tirar suas opiniões, aconselho fortemente a ler o gibi. Eu sei que todo mundo deve conhecer a história dos Espartanos, dos Persas, ds Atenienses e de todo mundo envolvido nisso, mas vale ressaltar que este filme não foi exatamente baseado na história real, e sim, numa versão da história contada por Frank Miller, famoso roteirista e desenhista, que com seu estilo próprio, já desenhou várias HQs de sucesso, como Ronin, Sin City, Cavaleiro das Trevas, Elektra e outros. Portanto, leia o gibi e abra sua mente, pois esta é uma versão da história. Por ser uma versão, pode ser contada como bem quiser o autor, e logo chegamos à conclusão de que 300 homens contra mais de 500 mil não é real, é uma versão. Assita e curta, como eu fiz.

Por ter lido a série em gibi, já sabia do final, então pensei que poderia prestar mais atenção aos detalhes do filme, e em como a equipe transportou a história para as telas. Apesar de já ter feito Sin City (outro HQ de Frank Miller), o criador do filme enfrentou vários desafios para fazer 300. Ao contrário de Sin City, série que possui vários volumes publicados, 300 não passava de 5 gibis finos (que recentemente foram agrupados e estão sendo vendidos em um único volume encadernado e com capa dura, versão splash). Foi preciso acrescentar novos pedaços na história, a fim da fazer o filme render um pouco mais.

Em matéria de efeitos, não há do que reclamar. Se você compara as cenas do filme que foram retiradas do gibi, vai ficar impressionado, pois são idênticas. Frank Miller gosta de usar cores e seus tons em cada cena, e isso pode ser visto também no filme. Certas horas, o filme era todo em tons de laranja e marrom, e em outras, azul, cinzas e seus tons. Perfeito. parece que as texturas foram realçadas, porque davam uma incrível idéia de estar no meio da história, perto de tudo, das pedras, dos guerreiros, da terra. Também foi muito feliz a idéia dos efeitos de vídeo aonde algumas cenas eram temporariamente deixadas em câmera lenta, para em seguida voltar ao ritmo normal (idéia copiada com qualidade de filmes como Matrix e V de Vingança, coisa dos irmãos Wachowski). Todas essas idéias vieram de Zack Snyder, o diretor do filme, que, antes de dirigir 300, era conhecido diretor de comerciais de televisão. Por ter tal conhecimento, Snyder aplicou seus dotes de forma exímia no filme. Como? Em um comercial, o diretor tem pouco mais de um minuto para conseguir a atenção do espectador. Pouco mais de um minuto para mostrar ao público tudo o que deve ser mostrado, e deve comover e cativar o público. Pois bem, Snyder aplicou isso no filme, e você prende a respiração a cada um minuto, esperando uma nova cena de ação em um filme que não pára.

Como já havia dito acima, a história é pequena e foi preciso adaptá-la para que durasse as duas horas que tem o filme. Alguns clichês normais da linguagem de cinema foram aplicados, mas isso não tirou a beleza do filme. Já li muitas pessoas dizendo que o filme não tem enredo, que se trata apenas de guerra e batalhas. Quem fala isso, não leu o gibi, e também não sabe interpretar todo o enredo e profundidade filosófica presentes no filme. A presença da mulher foi intensificada, e a Rainha desenvolve uma história própria no filme, lutando como podia pela liberdade de Esparta. Além dela, criaturas de Xerxes não existentes no gibi, deixam o filme meio manjado, mas mais interessante.

Não vá se você espera um final feliz. Apesar de Frank Miller ter “viajado na maionese” ao supor que 300 homens enfrentariam 1 milhão, a história trata de temas reais, profundos e humanos, o que, como todo mundo sabe, quase nunca termina bem. Mas vá esperando muito sentimento por trás de um tema tão terrível e desumano como a guerra, além, claro, de muito sangue, golpes incríveis, desafios, coragem, fidelidade, amizade, sarcasmo e até um pouco de humor (pouquíssimo presente no gibi).

Depois de assistir ao filme, cheguei à (minha) conclusão de que o tema geral é o Destino. Sim, porque além de todas as batalhas, romances, intrigas e tudo o mais, o filme é feito de escolhas. Escolhas que nós fazemos e a repercurssão que elas podem ter não só para nós mesmos, mas para nossos amigos, nosso povo e para a História. O que teria acontecido se Leônidas tivesse escolhido não ir para a batalha? E se tivesse acolhido o renegado de Esparta? E se tivesse se ajoelhado diante de Xerxes? É uma lição que fica para a nossa vida: sempre teremos que fazer escolhas, cabe a nós decidir qual delas e de que forma encará-las e agüentá-las.

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Repercussões da “arte”

Março 5, 2007 at 3:54 pm (Opinião)

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Muita gente que vai, foi, ia ou ouviu falar da exposição “Corpo Humano”, no Ibirapuera, acha que o que está lá não é arte, e que, a exposição do Leonardo da Vinci está sendo ignorada (segundo nota na UOL, no fim de semana houve fila de 200m para a exposição do Corpo Humano, enquanto a do Leonardo estava vazia).
Resta a pergunta: Porque o Corpo Humano não seria arte? E porque seria?
Eu acho que não só seria, como é. Ainda que sejamos nós mesmos, algo nos construiu (Deus para os crentes, a evolução e outros fatores, para os céticos), e temos sido moldados há milhares de anos, em busca de “melhores resultados”. Então, porque um chinês que resolve dissecar corpos e expor seu interior para que o público conheça do que é feito, não é arte? Somos puro Design, linhas, curvas, cores, ergonomia.
Para quem não se lembra, em 2005 foi realizada a exposição Corpos Pintados, com mais de 100 artistas expondo seus corpos e suas opiniões ao mundo.

Outra coisa que prova, é a fila, da qual muitos reclamaram. Ibirapuera cheio de atrações em pleno fim de semana, e todo mundo lá, pegando 200m de fila, só pra entrar lá e ver centenas de órgãos a (perdão com o trocadilho) olho nu. Poder tocar em uma peça que você sabe que tem uma igual dentro do seu corpo faz com que você ganhe mais intimidade consigo mesmo.

Pintado, dissecado, exposto, vestido. Corpo é arte. E não deixe de ver a expo! Em breve um review com fotos!

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Fotografia também é arte!

Fevereiro 26, 2007 at 5:52 pm (Opinião, Site)

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Depois da polêmica que a fotografia causou quando foi inventada (não era considerada arte por alguns, por ser um processo químico registrado em um papel, por não ser pintado, esculpido ou manualmente trabalhado que nem outras obras), podemos chegar novamente a outros problemas.

Se foto foi arte um dia, o que ela é agora? Digo isso porque, antes, apenas algumas pessoas tinham a oportunidade de expor seus trabalhos em lugares públicos, como museus e galerias. Não estou dizendo que todos eram bons, mas de alguma forma passavam por alguma “peneira”, tinham algumm conhecimento. Também não estou me desfazendo de fotógrafos amadores, sei que às vezes fotos tiradas até por uma criança podem conter mais emoção do que muita foto de profissionais. Estou apenas discorrendo sobre o assunto e as opiniões que ouço por aí.

O que acontece é que, agora, nos dias de hoje, a fotografia (não só ela, mas toda a arte em si, em qualquer área) foi banalizada. Agradeço a chegada da câmera digital, mas isso fez com que qualquer pessoa pegasse uma, saísse clicando e se achando O artista. Se fosse só isso, sem problemas. Mas acontece que, com o advento da Internet e sua popularização massificada, hoje temos milhões de blogs, fotologsm fotoblogs e Flickrs (eu mesma tenho um) exibindo imagens de narizes, plantas bizarras, várias cabeças e uma balada e várias outras coisas estranhas. Como lado positivo, poderíamos dizer que isso serve, de certa forma, para difundir a arte e a opinião própria, fazendo com que pessoas pesquisem mais sobre o assunto, procurem se especializar, etc, etc. Sou totalmente contra alguns lixos que são expostos em alguns museus, galerias e eventos, pessoas que conhecem as pessoas certas e mesmo não tendo a melhor arte, são tratados como se tivessem. Sou contra também a conceitualização ridícula que alguns objetos juntos ganham. Mas acontece que nossa cabeça acaba ficando cheia de tanta coisa que olhamos, e muitas delas não prestam. É difícil “separar o joio do trigo”. São tantas opções, diretórios, endereços e sites que não conseguimos a oportunidade de caçar os melhores, os que valem a pena gastar um tempinho vendo.

Logo, acho que fotografia é arte sim, com certeza, e também acho que foi banalizada assim como o resto da arte (talvez até mais do que outras, por ser mais acessível e mais facilmente publicável. Devemos então nos esforçar para encontrar o que há de melhor nessa área e prestigiar as pessoas que fazem um belo trabalho mas que acabam perdidas no meio de outras.

Antes de finalizar esse post, recomendo que consultem o site Manual Digital. A pessoa responsável sabe do que está falando pois é profissional na área, dá dicas de como melhorar suas fotos (por favor, já que vão publicar mesmo, pelo menos tentem caprichar) e conta histórias suas e de outras pessoas relacionadas a essa tão bela arte.

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Livros

Fevereiro 7, 2007 at 5:27 pm (Opinião)

Hoje eu vi um homem no metrô, se acomodando confortavelmente em sua cadeira (eu sei que é de plástico, dura e apertada com outras pessoas, mas para quem está andando há um tempo ou parado na estação em pé, é um paraíso. Principalmente quando o trem lota de gente, e você se vê ali, aconchegado e até espaçoso) e colocando um grosso livro no colo. Ele abriu a capa e começou a folhear as primeiras páginas. Eu vendo a cena, pensei: que gostoso que é poder fazer isso. Poder abrir um livro grosso, interessante, e poder ir explorando suas páginas iniciais, algumas em branco, algumas com algumas poucas palavras, como se fosse um convite ao enorme volume de informação que virá a seguir. Sem contar a possibilidade de um mundo diferente do seu, um momento em que você vai se esquecer do mundo em que vive, do seu próprio caos, dos seus problemas… pra viver uma outra realidade… poder imaginar como seria em outra vida, outro lugar… apenas lendo.

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Exposição: Bienal de Arte 2006

Novembro 18, 2006 at 8:31 pm (Eventos, Opinião)

Pôster do evento

Aproveitando o feriado, fui na Bienal das Artes 2006 com a professora Isa, que leciona História da Arte. Eu já sabia o que esperar, então fui com a mnte mais aberta. Explico: não gosto de arte conceitual. Na minha opinião é uma arte que tenta tanto impor um conceito que acaba não tendo nenhum. São obras disformes, na maior parte da vezes são feias e não me passam nenhuma mensagem a não ser a de que ser criativo e expressivo, hoje em dia, está muito difícil.
Claro que não há somente esses casos. Alguma coisa, do que eu vi, fazia algum sentido, exprimia alguma emoção, me passava alguma mensagem. Parecia arte.
Com o tema Como Viver Junto - inspirado em seminários de Roland Barthes no Collège de France, realizados nos Anos 70 -, essa nova edição da Bienal de São Paulo propõe uma reflexão sobre a vida coletiva em espaços partilhados. A curadoria buscou artistas que tivessem como tema central da obra a questão das fronteiras e a incorporação das diferenças na esfera da vida cotidiana.

Cláudia Andujar

Por exemplo temos, as fotografias de Cláudia Andujar, uma suíça que vive em São Paulo. Ela ficou algum tempo em uma tribo de Ianomâmis, fotografando o povo em auxílio a duas estudantes de medicina em uma campanha de vacinação. Como a tribo não dava nome a alguns deles, números foram utilizados. Eu gosto de fotografia, acho que é uma boa solução para a arte de hoje. Essas fotos de índios me arrepiaram. Eram grandes, todas expostas uma ao lado da outra, a maior parte deles olhando fixamente para nós. Antes os índios achavam difícil conviver com os brancos. Hoje é a gente que acha que índio é difícil demais para se lidar.

Simon Evans

Também gostei muito de todas as obras do artista Simon Evans. Apesar de suas obras não serem realmente suntuosas, eram agradáveis aos meus olhos. Ele conseguiu ser criativo nos temas, e o material utilizado (papel vegetal e caneta para mapa) foram muito bem empregados. Ele é cartógrafo amador e admirador de Paul Klee, o que certamente influenciou sua obra, e o que com certeza fez meus olhos serem atraídos pelos seus quadros. Em suas obras, tenta colocar ordem no caos do cotidiano. São mapas de mundos que não existem, representações de seres humanos diferentes, documentos de pessoas que não existem de países que não existem.

Narda Alvarado

    A artista dessa obra, Narda Alvarado, boliviana, foi feliz nessa obra. Um apanhado de pequenas ilustrações com mensagens inteligentes. Além disso, lembravam muito o estilo arte de Rua, estilo estêncil. Muito coloridas, com desenhos toscos que lembram os de uma criança. Infelizmente, a artista ainda tinha vídeo-artes em exposição. Eu pessoalmente, não gosto de vídeo-arte, acho uma das coisas mais problemáticas da arte hoje. Em um dos vídeos, um grupo de policiais bolivianos pára o trânsito para comer uma azeitona. Eu não vejo muito sentido ou mensagem nisso. Enfim…
Teve muita coisa a mais que eu vi, mas ficaria muito comprido falar aqui. Na verdade, de tudo o que eu vi, não foi nem 40% de toda a Bienal. A visita toda renderia uns três dias.
Lógico que essa é a minha opinião. Não significa que ela está certa ou errada, ou até mesmo que alguém precisa escutá-la ou seguí-la. É apenas o que eu penso a respeito da arte hoje. Nem tudo o que tem lá é ruim. Vale a pena visitar para formar opinião, porque não adianta dizer que não gosta sem ter motivos ou argumentos,

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Exposição: Pixo, logo existo

Novembro 17, 2006 at 1:04 am (Eventos, Opinião)

Clarice Lispector - Bete Nóbrega e Renata (Medusa)

Nessa quarta, dia 15 de Novembro, fui até a Pinacoteca especialmente para ver a exposição Pixo, logo existo, que estava para acabar dia 25. Eu li o post que eu coloquei dia 26 de Outubro, falando que haviam 10 peças a fachada da Pinacoteca, mas não achei que fosse só isso…

Chegando lá, descobri que realmente eram 10 peças… muito bem feitas por sinal, mas achei pouco. Acho que a Pinacoteca poderia ser menos conservadora e dar um apoio maior ao que eu acho que é mais representativo na arte mundial hoje. Expor gravuras do século 18 é bonito e interessante, mas fazer um apanhado dos melhores artistas de rua e convidá-lo s a fazer enormes painéis que ficariam naquele vão central da Pinacoteca também não seria má idéia… tem algumas coisas que eles expõem lá, de artistas contemporâneos que me dá vontade de ir embora às vezes… então porque não arte de rua?

Bem, falando das obras que estavam na fachada. Eram 10 cabeças gigantes de madeira. Deveriam ter em média uns 2,30 metros de altura. Eram placas de madeira afixadas ao gradil do museu. A técnica utilizada era o stencil. E muito bem usada, por sinal. Fico imaginando o cálculo e a inteligência que essas pessoas têm que ter para ter fabricado moldes tão grandes e tão precisos. Na minha opinião, as obras mais bonitas eram a que representavam Clarice Lispector (o tema eram pessoas famosas) e Niestzche. As cores utilizadas e a forma como foram planejadas e depois “enfeitadas” é muito interessante.

De qualquer forma, só indo lá para ver. Ainda faltam alguns dias. Não deixe de ir prestigiar a arte que os próprios cidadãos fazem. Mesmo sendo apenas 10 obras, aproveite, gaste algum tempo do seu dia… se você reparar bem, tem obra de artepara todos os lados na redondeza…

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