Toalete

Dezembro 10, 2008 at 5:00 pm (Opinião) (, , , )

A convite de uma amiga, fui assistir Toalete, uma peça escrita por Walcyr Carrasco. Segundo ele, a peça foi escrita pela sua curiosidade em saber porque as mulheres demoram tanto no banheiro, e que necessidades satisfazem além das físicas, como a emocional e a psicológica.

No estilo comédia, a peça se passa em um banheiro público feminino localizado em um grande e luxuoso hotel. São pequenas mini-pecas dentro da maior, com várias personagens em vários casos, mas sempre com a participação da encarregada da limpeza, que está sempre lá (interpretada pela atriz Vera Mancini). O banheiro feminino recebe, ao longo do dia, hóspedes, participantes de uma convenção, executivas, prostitutas e empresárias com histórias diferentes, contadas através de dez cenas. O tema central é o que se passa dentro do banheiro e tudo que a mulher fala dentro dele, desde marido, traição e problemas sexuais.

Aliás, esse foi o grande problema que eu encontrei na peça. Apesar de acontecerem vários momentos engraçados, com situações femininas ímpares, acho exagerado o apelo sexual da peça, uma coisa desnecessária. Uso de palavras de baixo calão, cenas (cômicas) de sexo e sempre o mesmo assunto. Algumas cenas tratam de religião, de opinião sobre ricos e pobres, mas a maior parte delas descambava para o lado sexual. Acho isso muito triste, o fato de, para tornar algo engraçado, ter que adicionar o fator sexual em tudo. A esse exemplo, os filmes comédias de hoje, que parodiam outros filmes, como “Todo mundo em pânico” e “Os espartalhões”.

O elenco do espetáculo possui atrizes como Suzana Pires, Flávia Garrafa, Antonieta do Canto, Vera Mancini e o ator Renato Wiemer. Direção de Cininha de Paula.

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20º Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2008

Dezembro 5, 2008 at 5:00 pm (Eventos, Opinião) (, , , , , , , , , , )

Desde pequena eu costumo ir à Bienal do Livro em São Paulo, mas nunca ela foi tão desinteressante. Não que as publicações, os livros não sejam interessantes, mas quando eu era pequena os livros pareciam muito mais legais. E, a cada dia que passa, os livros infantis realmente têm se tornado praticamente obras de arte, com conteúdo muito mais completo e interessante do que eu dispunha. Só que agora, esses livros não me interessam mais e, os que me interessam, estão caros. Só quando pagamos nossas próprias coisas é que percebemos o quanto elas são caras.

Acho que o maior problema do livro, no Brasil, é o seu preço. Hoje, por um livro de 200, 300 páginas, paga-se 40 reais, um preço abusivo. Não é à toa que hoje, muitas editoras sofrem com a distribuição de ebooks por toda a internet, muitas vezes trazendo aos leitores os lançamentos muito antes de serem publicados (como é o caso de Harry Potter, por exemplo).

Enfim, a Bienal, por seu volume de produtos e público, é sempre magnífica. É bom ver tantas pessoas que estão lá apenas por um motivo: os livros. Excursões de escolas lotadas de crianças estão por todos os lados, com cada pequeno arregalando os olhos para um livro mais legal do que o outro. De acordo com dados obtidos no site do evento (http://www.bienaldolivrosp.com.br) foram 11 dias, 684 horas de eventos variados, 728 mil pessoas e mais de 2 milhões de livros à venda. Para o meu bem, o bem das editoras e dos leitores, espero que tudo isso tenha sido vendido. A média de livros entre os compradores foi de 4,97, muito bom!

Aproveito aqui para divulgar meu novo blog, o ABRINDO O LIVRO, que fala sobre design de livros… não deixe de visitar!

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