Evento – Goya no MASP

Março 20, 2007 at 6:09 pm (Eventos)

Notícia publicada na Veja São Paulo

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Goya. Poucos gênios da arte foram tão compromissados com seu tempo e seus ideais quanto o espanhol Francisco José de Goya y Lucientes (1746-1828). Seja nos palácios, acolhido por monarcas encantados com os padrões decorativos e os retratos que produzia, seja fora deles, onde encontrava temas para uma crônica visual da época, o pintor e gravador manteve um olhar atento ao que o circundava. Isso incluía rir do ridículo de uma nobreza em decadência ou flagrar os costumes sociais. Goya efetivou boa parte dessas representações em quatro séries de gravuras. A primeira leva, criada em 1799, chamou-se Os Caprichos e satirizava os vícios da sociedade espanhola. Seguiram-se Desastres da Guerra, calcada nas invasões napoleônicas, Tauromaquia, voltada às touradas, e, por fim, Provérbios e Disparates, de contexto surreal. A partir de domingo (18), o Masp expõe o conjunto completo num lote de 218 peças pertencentes à instituição espanhola Caixanova. Em comum aos trabalhos, o tom sombrio e muitas vezes cruel é resultado também de uma doença rara que deixou Goya surdo até o fim da vida.

INFORMAÇÃO

QUANDO: de 18/03 a 20/05, de terça a domingo, 11h às 18h.
ONDE: Masp. Avenida Paulista, 1578, 3251-5644, Metrô Trianon-Masp.
Informações: (11) 3283-2585
QUANTO: R$ 15,00. A bilheteria fecha às 17h. Grátis às terças e nos demais dias para menores de 10 anos, pessoas com mais de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas agendados.

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Evento – FILE Rio 2007

Março 20, 2007 at 4:10 pm (Eventos)

Notícia retirada do UOL, em 17/03

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Em 1965, quando computadores eram do tamanho de armários e em termos de recursos não eram mais do que grandes máquinas calculadoras, o cientista de computação americano Ted Nelson criou o ‘hipertexto’, um sistema que permitia o acesso e visualização de um documento através de um link. Parece algo muito simples nos dias de hoje, mas esta criação acabou tornando-se a base para o desenvolvimento de um sistema que seria batizado mais tarde de World Wide Web (WWW). Pode-se dizer, sem exagero, que hoje você só lê este texto devido à genialidade deste senhor.

Ted Nelson é a principal atração do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), que apresenta sua segunda edição no Rio de Janeiro, de 19/3 a 24/4, com uma série de instalações multimídia, performances e shows de artistas e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, envolvendo alta tecnologia e arte, além de debates, exposição e palestra com o visionário cientista e sociólogo americano (dia 20, 20h, no Planetário da Cidade do Rio de Janeiro).

Instalação “H2O”, dos franceses do Eletronic Shadow, apresenta vídeos que se deslocam ao redor de piscina
A programação deste ano será dividida entre os espaços do Oi Futuro, que terá exposições e instalações de artistas como a dupla francesa Eletronic Shadow e a coreana Young-Hae Chang, destaque na 27ª Bienal de SP (2006), e o MAM, que receberá os shows do festival Hipersônica, com músicos de vanguarda como Daedalus e Kode 9, e performances como a do holandês Edwin Van der Heide.

A edição deste ano do festival traz como inovação o conceito de “obras nômades”, que além de interagir com o público e ambiente, também se movem pela cidade. É o caso de um ônibus que promove apresentações de música eletrônica durante o itinerário, um táxi que é na verdade uma grande instalação multimídia e que permite ao passageiro manipular imagens e sons captados no interior e exterior do veículo, e bicicletas equipadas com sistemas de áudio que, ao pedalar, promovem palestras em movimento por diversos roteiros e pontos do Rio de Janeiro.

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Programação FILE Rio 2007

Exposição
QUANDO: de 19/3 a 24/4
ONDE: Oi Futuro – Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo. Terça a domingo, das 11h às 20h. Informações: (21) 3131-3060
QUANTO: grátis

Obras nômades
QUANDO: de 19/3 a 25/3
ONDE: Oi Futuro – Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo. Terça a domingo, das 11h às 20h. Informações: (21) 3131-3060
QUANTO: grátis

Palestra com Ted Nelson
QUANDO: 20/3, às 20h
ONDE: Planetário da Cidade do Rio de Janeiro – Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100, Gávea – Zona Sul. Informações: (21) 2274-0046
QUANTO: Grátis

Debates (File Symposium)
QUANDO: 21/3, das 11h30 às 16h, e 22/3, das 11h30 às 18h30
ONDE: Oi Futuro – Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo. Terça a domingo, das 11h às 20h. Informações: (21) 3131-3060
QUANTO: Inscrições gratuitas online e grade completa no site do evento

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Sites sobre São Paulo

Março 5, 2007 at 4:22 pm (Site)

Para quem mora em São Paulo e considera difícil saber tudo o que está exposto, quais museus são bons, que espetáculos estão em cartaz… enfim, acha que a programação cultural de São Paulo é extensa e bagunçada… um site da Folha é uma pequena ajuda para quem quer usufruir da maravilhosa cidade em que mora/vive/passeia/visita.

ENTRAR

Bom proveito!

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Repercussões da “arte”

Março 5, 2007 at 3:54 pm (Opinião)

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Muita gente que vai, foi, ia ou ouviu falar da exposição “Corpo Humano”, no Ibirapuera, acha que o que está lá não é arte, e que, a exposição do Leonardo da Vinci está sendo ignorada (segundo nota na UOL, no fim de semana houve fila de 200m para a exposição do Corpo Humano, enquanto a do Leonardo estava vazia).
Resta a pergunta: Porque o Corpo Humano não seria arte? E porque seria?
Eu acho que não só seria, como é. Ainda que sejamos nós mesmos, algo nos construiu (Deus para os crentes, a evolução e outros fatores, para os céticos), e temos sido moldados há milhares de anos, em busca de “melhores resultados”. Então, porque um chinês que resolve dissecar corpos e expor seu interior para que o público conheça do que é feito, não é arte? Somos puro Design, linhas, curvas, cores, ergonomia.
Para quem não se lembra, em 2005 foi realizada a exposição Corpos Pintados, com mais de 100 artistas expondo seus corpos e suas opiniões ao mundo.

Outra coisa que prova, é a fila, da qual muitos reclamaram. Ibirapuera cheio de atrações em pleno fim de semana, e todo mundo lá, pegando 200m de fila, só pra entrar lá e ver centenas de órgãos a (perdão com o trocadilho) olho nu. Poder tocar em uma peça que você sabe que tem uma igual dentro do seu corpo faz com que você ganhe mais intimidade consigo mesmo.

Pintado, dissecado, exposto, vestido. Corpo é arte. E não deixe de ver a expo! Em breve um review com fotos!

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