Corpo Humano: Real e Fascinante

Fevereiro 27, 2007 at 6:06 pm (Eventos)

Notícia publicada no UOL/Folha

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Prepare-se. Uma semana após o fim do Carnaval, será inaugurada na Oca do parque Ibirapuera uma exposição com cadáveres de verdade. Polêmica, “Corpo Humano: Real e Fascinante” abre para o público em 1º de março com ingresso salgado: R$ 30. Sob protestos, a mostra foi inaugurada em 2001, em Berlim (Alemanha).

 
 

A mostra estará no primeiro andar da Oca, que receberá em seu subsolo, na mesma época, a exposição “Leonardo da Vinci – A Exibição de um Gênio”. Quem comprar ingresso para um terá desconto de 20% no outro evento.

“Corpo Humano: Real e Fascinante” terá em São Paulo 16 cadáveres de homens e mulheres e 225 órgãos dissecados –em Nova York, foram 22 corpos, incluindo fetos, e 260 órgãos. Inglaterra, Coréia do Sul, México e Holanda já abrigaram a exposição, criada por Roy Glover, professor de anatomia e biologia celular da Universidade de Michigan.

 
 
 

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Os tecidos dos cadáveres passaram por um processo que lhes deu aparência e textura de plástico. Chamado polimerização, o procedimento foi supervisionado por Glover (também diretor-chefe do Laboratório de Preservação Polímera da universidade) e realizado em diversas etapas.

Os corpos foram inicialmente embalsamados para preservação dos tecidos. Depois passaram por uma desidratação por imersão em acetona. A substância preencheu o corpo no lugar dos líquidos corporais e foi posteriormente eliminada como vapor em uma câmara a vácuo. Em seu lugar, foi aplicada uma solução de polímeros em silicone líquido. A finalização do processo se deu com a aplicação de um composto que enrijece o silicone, dando aos tecidos uma consistência plástica.

O procedimento permite selecionar as cores desejadas para cada parte do corpo, que se torna inodoro, e garante longa durabilidade aos tecidos.

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Setores

 
 
 

O público poderá tocar em determinadas peças da exposição, que será dividida em nove setores. O primeiro é “Esqueleto”, com a estrutura óssea dos humanos e suas mais de cem juntas. Os sistemas muscular, nervoso, respiratório, digestivo, urinário, reprodutor e circulatório também têm seus espaços.

Já o setor “O Corpo Tratado” mostra a preservação de um corpo saudável graças aos avanços das pesquisas médicas e tecnológicas, com destaque para próteses e equipamentos que auxiliam os médicos na sala de cirurgia.

 
 

Polêmica

No exterior, a utilização de corpos humanos em uma exposição não foi o único motivo para polêmica. Houve discussões sobre a origem dos cadáveres, fornecidos pela Escola Universitária de Medicina de Dalian (norte da China) –chegaram a ser levantadas especulações, nunca comprovadas, de que os corpos seriam de criminosos executados.

Os organizadores afirmam que os corpos são de pessoas que tiveram morte natural e em vida optaram por participar de um programa de doação em benefício da ciência e da educação na China.

Corpo Humano: Real e Fascinante
Quando: inauguração para convidados em 28 de fevereiro. Abertura para o público em 1º de março. Segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 20h. Não há data definida para o término da exposição
Onde: 1º andar da Oca no pq. Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, tel. 0/xx/11 6846-6000).
Quanto: R$ 30. Meia-entrada: R$ 15. Grátis para crianças até 2 anos. Crianças de 3 a 6 anos pagam meia-entrada. Menores de 12 anos entram somente acompanhados por responsável
Informações: exposicaocorpohumano.com.br

Pontos de venda
Sem taxas: na bilheteria da Oca, somente a partir de 26 de fevereiro
Com taxa de conveniência: Citibank Hall, Teatro Abril, Fnac Pinheiros, Paulista, Morumbi e Campinas, Cia Athletica de Campinas, Saraiva Mega Store (shoppings Morumbi, Eldorado e Ibirapuera), loja AM/PM do posto Ipiranga Gravatinha (Santo André), Livraria Siciliano (r. Cardoso de Melo, 630)
Com taxa de conveniência e de entrega: Ticketmaster (0/xx/11 6846-6000)

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Impressõs Originais: A Gravura Desde o Século 15

Fevereiro 27, 2007 at 5:50 pm (Eventos)

 

Notícia publicada no UOL/Veja Rio

Liechtenstein, Goeldi e Picasso

“Mãe”, xilografia de Karl Schmidt-Rottluff e acervos holandeses e coleções públicas e privadas do Brasil, a exposição é composta por mais de 260 obras de artistas como Albrecht Dürer, Goya, Toulouse-Lautrec, Gauguin, Picasso, Morandi, Paul Klee, Matisse, Kandisnky, Andy Warhol, Goeldi, Lasar Segall, Lívio Abramo, Farnese de Andrade, Lygia Pape, Renina Katz, entre outros. A mostra traça um panorama da história da gravura, desde sua origem até os dias atuais, através do trabalho de artistas de diferentes períodos dentro de seis séculos.

Mãe - Karl Schmidt-Rottluff

26/2 a 29/4
CCBB (RJ)
Entrada franca

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Leonardo da Vinci – A Exibição de um Gênio

Fevereiro 27, 2007 at 5:35 pm (Eventos)

Notícia publicada no UOL/Vejinha

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O inventor e mestre da pintura Leonardo da Vinci (1452-1519) é um nome fundamental na história da humanidade. Não se pode falar de progresso nas ciências e nas artes sem citar os seus estudos ou os protótipos para máquinas então pioneiras, como o helicóptero. Também era exímio pintor, e a prova está nos 7 milhões de pessoas que visitam anualmente o Museu do Louvre, em Paris, boa parte apenas para ver a sua Mona Lisa. Mas a genialidade desse italiano filho de escrivão muitas vezes aflorava na clandestinidade. Como anatomista, por exemplo, Da Vinci era obrigado a realizar escondido autópsias para suas experiências, já que a prática era proibida pela Igreja do século XV. Sinal dos tempos, a partir de quinta (1º) a Oca abriga simultaneamente a exposição Leonardo da Vinci – A Exibição de um Gênio, com 150 peças inspiradas em seu legado, e a mostra Corpo Humano – Real e Fascinante. Esta, numa experiência nem sempre agradável aos olhos e ao estômago, reúne dezesseis cadáveres e 225 órgãos verdadeiros.

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Diga-se logo que as duas iniciativas têm caráter educativo, bem mais que artístico. No caso dos desenhos, objetos e protótipos relacionados a Da Vinci, não será possível apreciar, no original, nenhum de seus quadros ou desenhos, como o famoso estudo O Homem Vitruviano – aquele revelador da anatomia humana, representado numa montagem em 3D. Todo o acervo trazido é constituído de réplicas realizadas por artesãos italianos craques nos manuais deixados pelo mestre, os chamados “códigos”. Da Vinci tinha o hábito de registrar suas engenhosas criações em cadernos, e estima-se que haja mais de 13 000 páginas com suas notas e desenhos.

Tamanho material, que ainda hoje suscita teses e intrigou o mundo com o sucesso do best-seller (e do filme) O Código Da Vinci, do escritor Dan Brown, exigiu treze segmentos temáticos na exposição. Ao lado de quarenta estudos anatômicos, por exemplo, o visitante poderá apreciar ilustrações sobre guerreiros e modelos de máquinas de guerra, resultado do trabalho de Da Vinci como estrategista militar. Ainda que cópias, essas engenhocas revelam um pouco mais de sua figura precursora e de seus inventos presentes no dia-a-dia do século XXI

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LEONARDO DA VINCI – A EXIBIÇÃO DE UM GÊNIO. Oca. Parque do Ibirapuera, portão 3. Informações, 6846-6000. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, domingo e feriados, 10h às 20h. A bilheteria fecha meia hora antes. R$ 30,00. Quem adquirir um ingresso para a mostra Corpo Humano – Real e Fascinante ganha 20% de desconto para a exposição Leonardo da Vinci – A Exibição de um Gênio. Agendamento de escolas, 3666-9990 ou atendimento@divertecultural.com.br. Grátis para menores de 2 anos. Até julho. A partir de quinta (1º). TM.

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Cidade Nua

Fevereiro 27, 2007 at 5:22 pm (Eventos)

Notícia publicada no UOL

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Exposição reúne 41 ilustrações do artista plástico italiano Vincenzo Scarpellini, morto em 2006. Os trabalhos, publicados na Folha na coluna “Urbanidade” de Gilberto Dimenstein, retratam paisagens paulistanas e foram curados por Cláudia Marques, viúva do artista. Salve Jorge Centro (Pça Antonio Prado 33, lj.17, Centro, São Paulo-SP). Seg à Sáb a partir das 11h. Informações: (11) 3812-4342

24/2 a 24/3
Salve Jorge Centro
Grátis

Vale a pena passar no site do UOL e ver a apresentação com áudio das obras

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Dupla gaúcha selecionada para Bienal de Veneza abre mostra em SP

Fevereiro 27, 2007 at 5:15 pm (Eventos)

Notícia publicada no UOL em 26/06/2007

TheWaves - Angela Detanico e Rafael Lain

Num mundo marcado pelo excesso de imagens, textos e o crescimento vertiginoso da tecnologia, a dupla Detanico e Lain, constituída pelos gaúchos radicados em Paris Ângela Detanico e Rafael Lain, busca uma fruição desacelerada do objeto artístico por meio de um deslocamento do uso das próprias ferramentas tecnológicas.

O procedimento não é novo, em verdade algo muito próximo do que se realizou nos anos 60, com os membros do grupo Fluxus, entre eles o pai da videoarte Nam June Paik, que questionou a velocidade da TV, implantando, por exemplo, um imã sobre o aparelho, distorcendo suas imagens.

 Roof Toping Painting II - David Neirings

Oriundos do design, a diferença é que Detanico e Lain, 32 e 33, cresceram no auge do boom do uso de programas de computador e usam tais ferramentas de maneira quase artesanal, invertendo a lógica de seus procedimentos usuais.

Isso é que se pode ver a partir de hoje em “Ano Zero”, mostra que a dupla apresenta na Galeria Vermelho, em São Paulo, composta por seis trabalhos.

Em junho próximo, os artistas representam o Brasil da Bienal de Veneza, junto ao carioca José Damasceno, dentro de uma concorrida agenda em 2007.

A primeira obra que se vê na mostra, dando título a ela, é justamente “Ano Zero”, um vídeo composto por 26 imagens de 26 frases que se sucedem. A única inteligível é “Antes de Cristo, Depois de Cristo”. As outras frases seguem o padrão de letras dessa construção, mas variam nas letras de acordo com o “antes” ou o “depois”, como se o ano zero fosse o ano zero da linguagem –uma obra enigma que aborda as convenções da escrita.

Ano Zero - Ângela Detanico e Rafael Lain

Ainda no primeiro andar da galeria, os artistas expõem 22 estrelas representadas por meio de uma codificação um tanto insólita, escolhidas entre as 287 estrelas com nomes classificados. Para tanto, eles usam uma tipologia criada por eles mesmos, em parceria com Jiri Skala, “Helvetica concentrated”, que faz com que a mancha de tinta de cada letra se transforme num círculo, outra forma cifrada usada pela dupla.

Ruchbach - Detanido e Lain

As estrelas vistas na mostra são, em verdade, o uso sobreposto dessas “letras” redondas de acordo com o nome de cada uma. “Alpheratz”, por exemplo, é composta por nove círculos sobrepostos.

“Trabalhamos aí com a noção de tempo, já que olhar para uma estrela é olhar para o passado, e algumas demoram 2.500 anos para que sua luz chegue a nós”, conta Detanico.

Aí está uma das formas que a dupla busca a desaceleração do olhar, utilizando-se de ferramentas da linguagem de forma deslocada. Suas estrelas são construções artificiais, assim como qualquer imagem digital.

Procedimento parecido é visto em “Broken Morse”, esse no primeiro andar da galeria. A obra tem por base uma pintura de Samuel Morse, o criador do código Morse que também era pintor. A dupla selecionou a pintura “Gallery of the Louvre”, a partir de uma imagem na internet, separando as 256 cores que formam tal imagem, como ocorre com qualquer imagem padrão da internet.

Novamente, um trabalho um tanto braçal, que desvenda a construção da imagem.
“A maioria das pessoas que trabalham com tecnologia pensa nos limites, nós pensamos em “low tech’”, diz Lain.

 Santa Ceia - Luiz Alfredo Guedes

Além da dupla, a Vermelho apresenta a obra “Camuflagem”, criada por Fabio Tremonte para a fachada do espaço, constituída por uma série de imagens do céu colada no prédio da galeria. Também na área externa, Luiz Alfredo Guedes apresenta desenhos pornográficos em “Santa Ceia” e o belga David Neirings exibe “Roof Top Painting 2″, a simulação de uma piscina no topo do local.

ANO ZERO
Quando: abertura hoje, 20h; de ter. a sex., das 10h às 19h, sáb, das 11h às 17h. Até 24/3
Onde: Galeria Vermelho (rua Minas Gerais, 350, SP, tel. 0/xx/11/ 3257-2033)
Quanto: entrada franca

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Fotografia também é arte!

Fevereiro 26, 2007 at 5:52 pm (Opinião, Site)

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Depois da polêmica que a fotografia causou quando foi inventada (não era considerada arte por alguns, por ser um processo químico registrado em um papel, por não ser pintado, esculpido ou manualmente trabalhado que nem outras obras), podemos chegar novamente a outros problemas.

Se foto foi arte um dia, o que ela é agora? Digo isso porque, antes, apenas algumas pessoas tinham a oportunidade de expor seus trabalhos em lugares públicos, como museus e galerias. Não estou dizendo que todos eram bons, mas de alguma forma passavam por alguma “peneira”, tinham algumm conhecimento. Também não estou me desfazendo de fotógrafos amadores, sei que às vezes fotos tiradas até por uma criança podem conter mais emoção do que muita foto de profissionais. Estou apenas discorrendo sobre o assunto e as opiniões que ouço por aí.

O que acontece é que, agora, nos dias de hoje, a fotografia (não só ela, mas toda a arte em si, em qualquer área) foi banalizada. Agradeço a chegada da câmera digital, mas isso fez com que qualquer pessoa pegasse uma, saísse clicando e se achando O artista. Se fosse só isso, sem problemas. Mas acontece que, com o advento da Internet e sua popularização massificada, hoje temos milhões de blogs, fotologsm fotoblogs e Flickrs (eu mesma tenho um) exibindo imagens de narizes, plantas bizarras, várias cabeças e uma balada e várias outras coisas estranhas. Como lado positivo, poderíamos dizer que isso serve, de certa forma, para difundir a arte e a opinião própria, fazendo com que pessoas pesquisem mais sobre o assunto, procurem se especializar, etc, etc. Sou totalmente contra alguns lixos que são expostos em alguns museus, galerias e eventos, pessoas que conhecem as pessoas certas e mesmo não tendo a melhor arte, são tratados como se tivessem. Sou contra também a conceitualização ridícula que alguns objetos juntos ganham. Mas acontece que nossa cabeça acaba ficando cheia de tanta coisa que olhamos, e muitas delas não prestam. É difícil “separar o joio do trigo”. São tantas opções, diretórios, endereços e sites que não conseguimos a oportunidade de caçar os melhores, os que valem a pena gastar um tempinho vendo.

Logo, acho que fotografia é arte sim, com certeza, e também acho que foi banalizada assim como o resto da arte (talvez até mais do que outras, por ser mais acessível e mais facilmente publicável. Devemos então nos esforçar para encontrar o que há de melhor nessa área e prestigiar as pessoas que fazem um belo trabalho mas que acabam perdidas no meio de outras.

Antes de finalizar esse post, recomendo que consultem o site Manual Digital. A pessoa responsável sabe do que está falando pois é profissional na área, dá dicas de como melhorar suas fotos (por favor, já que vão publicar mesmo, pelo menos tentem caprichar) e conta histórias suas e de outras pessoas relacionadas a essa tão bela arte.

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Livros

Fevereiro 7, 2007 at 5:27 pm (Opinião)

Hoje eu vi um homem no metrô, se acomodando confortavelmente em sua cadeira (eu sei que é de plástico, dura e apertada com outras pessoas, mas para quem está andando há um tempo ou parado na estação em pé, é um paraíso. Principalmente quando o trem lota de gente, e você se vê ali, aconchegado e até espaçoso) e colocando um grosso livro no colo. Ele abriu a capa e começou a folhear as primeiras páginas. Eu vendo a cena, pensei: que gostoso que é poder fazer isso. Poder abrir um livro grosso, interessante, e poder ir explorando suas páginas iniciais, algumas em branco, algumas com algumas poucas palavras, como se fosse um convite ao enorme volume de informação que virá a seguir. Sem contar a possibilidade de um mundo diferente do seu, um momento em que você vai se esquecer do mundo em que vive, do seu próprio caos, dos seus problemas… pra viver uma outra realidade… poder imaginar como seria em outra vida, outro lugar… apenas lendo.

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