Artista: Keith Haring
Keith Haring nasceu em 4 de Maio de 1958, em Reading, Pensilvânia. Se apaixonou por desenho desde pequeno, aprendendo técnicas de cartoons com seu pai e com a cultura poular à sua volta, como Dr. Seuss e Walt Disney. Entrou na Escola de Artes Visuais (SVA), em Nova York, aonde encontrou uma comunidade de arte alternativa que estava desenvolvendo um sistema fora de museus e galerias, nas ruas do subúrbio, nos metrôs e em espaços em clubes e danceterias. Eles se tornou amigo de outros artistas como Kenny Scharf e Jean-Michel Basquiat, assim como de músicos, artistas performáticos e grafiteiros. Em adição a estar impressionado com a inovação e energia de seus contemporâneos, Haring também se inspirou no trabalho de Jean Dubuffet, Pierre Alechinsky, William Burroughs, Brion Gysin e no manifesto de Robert Henri, The Art Spirit, o qual falava que a independência era fundamental para o artista. Com essas influîencias, Haring estava pronto para colocar todo seu talento em um tipo único de expressão gráfica, baseada na supremacia da linha. Estava determinado a dedicar sua carreira a criar uma verdadeira arte pública. Como estudante na SVA, Haring experimentou performances em video, instalações e colagem, enquanto mantinha um grande comprometimentos com o desenho.
Em 1980, Haring encontrou um meio que possibilitou a comunicação com o público que desejava. Ele soube de painéis de anúncios em metrôs que não estavam sendo utilizados e estavam cobertos com papel preto. Ele começou a criar desenhos com giz branco sobre esses painéis no metrô. Entre 1980 e 1985, Haring produziu centenas desses desenhos públicos em um ritmo muito rápido, ás vezes criando 40 desses desenhos em um só dia. Essas imagens se tornaram populares em Nova York, e ás vezes as pessoas o paravam para parabenizá-lo pelo seu trabalho. O metrô se tornou, como disse Haring, um “laboratório” para trabalhar suas idéias e experimentos com suas linhas simples.
Em 1986 abriu a Pop Shop, uma loja em Soho que vendia camisetas, brinquedos, pôsteres, broches e ímãs que traziam seus trabalhos, uma extensão de seu trabalho para o público, a baixo custo, tornando sua arte acessível. Através de sua carreira, Haring dedicou muito de seu tempo ao público, a quem dedicava mensagens sociais. Ele produziu mais de 50 trabalhos públicos entre 1982 e 1989, em dezenas de cidades ao redor do mundo, muitas das quais criadas para projetos de caridade, hospitais, centros de cuidados com crianças e orfanatos. Outros projetos incluem um mural pintado no lado ocidental do muro de Berlin três anos antes de sua queda.
Desde que foi diagnosticado seu quadro de AIDS, em 1988, ele inaugurou a Keith Haring Foundation para arrecadar fundos para outras organizações de AIDS e programas infantis, o que expandiu o público visitante de suas exposições e os compradores de suas obras. Haring usou sua fama nos últimos anos de sua vida para falar de sua doença e incentivar o cuidado com a AIDS. Expressando seus conceitos de nascimento, amor, morte, sexo e guerra, e usando uma mensagem sucinta e direta, Haring foi capaz de atrair enorme audiência e assegurou o acesso a sua imagem, que se tornou uma linguagem mundialmente reconhecida no século 20. Morreu aos 31 anos de complicações causadas pela AIDS 1990. Desde sua morte, é assunto de muitas palestras e exposições. Seus trabalhos podem ser vistos em coleções de grandes museus por todo o mundo.
Abaixo, mais algumas obras do artista (clique na obra para ampliá-la):
Eu conheci esse artista ao ter que fazer um trabalho de História da Arte, cujo tema escolhido foi arte de rua. Nem nunca tinha ouvido falar del, mas ao preparar seu texto para o trabalho, me impressionei muito com o fato de ele ter usado a arte para ajudar no problema que muitos enfrentam, que é a AIDS. Além disso, lutou para que sua arte fosse acessível ao maior número de pessoas, não apenas em exposições, mas também com a Pop Shop, o que possibilitou que pessoas tivessem cheveiros, pratos, camisetas… enfim, alguma coisa que tivesse a arte dele. Seus traços são simples e bidimensionais, mas trazem uma emoção e uma força anexadas que é impressionante.
Eu acho que é isso que representa a arte nos dias de hoje, não essas coisas malucas que vemos em muitos lugares hoje. Obejtos que as pessoas colocam um conceito e chamam de obra. Ele se utilizava do melhor meio de comunicação com o público, a rua. E isso é um ato de coragem, se expor a opinião mais sincera de todas, tanto do público como de críticos e colegas de profissão, de maneira tão crua.
Artista: Giuseppe Archimboldo
Giuseppe Archimboldo foi um artista da Renascença. Foi, por 25 anos, pintor da corte, artesão e organizador de festas de muitos imperadores italianos do século 16. Também pintou motivos em várias igrejas. Nasceu em 1527 em Milão e cresceu no meio da Renascença. Seu talento lhe rendeu um lugar entre os estudantes de Leonardo da Vinci.
Como organizador de festas, inventou muitos efeitos especiais para elas, como um órgão de cores hidromecânico, que batizou de “harpiscord of color”.
Seu trabalho também incluía “copiar” quadros da família real, já que naquela época não existia máquinas de Xerox. Nas horas vagas do seu entediante trabalho, Archimboldo criou um estilo de pintar que o separaria dos outros artistas para sempre.
Archimboldo começou a fazer retratos de pessoas, mas não como elas são vistas, e sim com figuras de animais, vegetais e outros objetos naturais, como em uma colagem. Olhando de perto uma obra dele, você distingue várias figuras, como carneiros, peixes, abóboras, pepinos, folhas, plantas… ao se afastar um pouco e prestar mais atenção ao geral da obra, novas figuras, em sua maioria pessoas, surgirão.
Eu considero que artistas que sabem mexer com ilusão devem ficar entre os melhores, porque além de terem técnica de pintura, sabem planejar a obra para que ela seja muito mais do que é. Exemplos clássicos de artistas assim, podemos citar Escher, Salvador Dalí, José de Momper e muitos outros. Também não podemos nos esquecer de que os impressionistas e pós-impressionistas, de certa forma, também mexiam com ilusões ópticas.
Série Reversível
Série Elementos
Outros
Abaixo, algumas releituras atuais e antigas inspiradas em Archimboldo
Site: MoMA – Museum of Modern Art
Visita recomendada a quem quer saber mais sobre arte.
Apesar de ter um visual bem simples e básico, sem muito design aplicado, é muito completo, possui site separado para cada exposição corrente no Museu.
Possui muitas imagens das obras expostas, com explicações completas, e até mesmo explicando seu processo de restauro.
Em algumas exposições, como esta de Cézanne e Pissarro, faz comparações, colocando quadros lado a lado.

É uma boa pedida para quem não vai freqüentemente aos Estados Unidos, como é o caso da maior parte das pessoas. Mesmo não tendo essa possibilidade, é indispensável conhecer as obras que estão em estabelecimentos públicos e aonde se encontram, é necessário estar sempre informado.
Madri reunirá 400 obras de Picasso em mega-exposição
Notícia publicada no Terra, dia 16 de novembro de 2006.
A Espanha pretende montar em 2008 uma das maiores exposições da história das obras de Pablo Picasso, depois de fechar um acordo para pegar emprestadas centenas de peças do famoso Museu Picasso, de Paris.
A exposição reunirá 400 obras do artista, disse na quinta-feira, depois de uma reunião bilateral com a França, o premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.
A mostra será realizada no museu Reina Sofia, em Madri, onde fica atualmente o Guernica, a aterradora representação da guerra feita pelo pintor.
Nascido em Málaga, Picasso passou boa parte da vida exilado em Paris, enquanto a Espanha estava sob a ditadura de Francisco Franco. Ele morreu na França em 1973, dois anos antes da morte de Franco e do início da retomada da democracia em seu país.
Os herdeiros de Picasso entregaram muitas de suas obras ao governo francês, para pagar o imposto sobre a herança. As obras foram reunidas no Museu Picasso, em Paris, que é hoje um dos mais importantes centros de pesquisa sobre a vida do artista.
Exposição: Bienal de Arte 2006

Aproveitando o feriado, fui na Bienal das Artes 2006 com a professora Isa, que leciona História da Arte. Eu já sabia o que esperar, então fui com a mnte mais aberta. Explico: não gosto de arte conceitual. Na minha opinião é uma arte que tenta tanto impor um conceito que acaba não tendo nenhum. São obras disformes, na maior parte da vezes são feias e não me passam nenhuma mensagem a não ser a de que ser criativo e expressivo, hoje em dia, está muito difícil.
Claro que não há somente esses casos. Alguma coisa, do que eu vi, fazia algum sentido, exprimia alguma emoção, me passava alguma mensagem. Parecia arte.
Com o tema Como Viver Junto – inspirado em seminários de Roland Barthes no Collège de France, realizados nos Anos 70 -, essa nova edição da Bienal de São Paulo propõe uma reflexão sobre a vida coletiva em espaços partilhados. A curadoria buscou artistas que tivessem como tema central da obra a questão das fronteiras e a incorporação das diferenças na esfera da vida cotidiana.

Por exemplo temos, as fotografias de Cláudia Andujar, uma suíça que vive em São Paulo. Ela ficou algum tempo em uma tribo de Ianomâmis, fotografando o povo em auxílio a duas estudantes de medicina em uma campanha de vacinação. Como a tribo não dava nome a alguns deles, números foram utilizados. Eu gosto de fotografia, acho que é uma boa solução para a arte de hoje. Essas fotos de índios me arrepiaram. Eram grandes, todas expostas uma ao lado da outra, a maior parte deles olhando fixamente para nós. Antes os índios achavam difícil conviver com os brancos. Hoje é a gente que acha que índio é difícil demais para se lidar.
Também gostei muito de todas as obras do artista Simon Evans. Apesar de suas obras não serem realmente suntuosas, eram agradáveis aos meus olhos. Ele conseguiu ser criativo nos temas, e o material utilizado (papel vegetal e caneta para mapa) foram muito bem empregados. Ele é cartógrafo amador e admirador de Paul Klee, o que certamente influenciou sua obra, e o que com certeza fez meus olhos serem atraídos pelos seus quadros. Em suas obras, tenta colocar ordem no caos do cotidiano. São mapas de mundos que não existem, representações de seres humanos diferentes, documentos de pessoas que não existem de países que não existem.
A artista dessa obra, Narda Alvarado, boliviana, foi feliz nessa obra. Um apanhado de pequenas ilustrações com mensagens inteligentes. Além disso, lembravam muito o estilo arte de Rua, estilo estêncil. Muito coloridas, com desenhos toscos que lembram os de uma criança. Infelizmente, a artista ainda tinha vídeo-artes em exposição. Eu pessoalmente, não gosto de vídeo-arte, acho uma das coisas mais problemáticas da arte hoje. Em um dos vídeos, um grupo de policiais bolivianos pára o trânsito para comer uma azeitona. Eu não vejo muito sentido ou mensagem nisso. Enfim…
Teve muita coisa a mais que eu vi, mas ficaria muito comprido falar aqui. Na verdade, de tudo o que eu vi, não foi nem 40% de toda a Bienal. A visita toda renderia uns três dias.
Lógico que essa é a minha opinião. Não significa que ela está certa ou errada, ou até mesmo que alguém precisa escutá-la ou seguí-la. É apenas o que eu penso a respeito da arte hoje. Nem tudo o que tem lá é ruim. Vale a pena visitar para formar opinião, porque não adianta dizer que não gosta sem ter motivos ou argumentos,
Leda e o Cisne
Enquanto escrevia o Post sobre idealismo, fiz uma pesquisa em busca da obra “Leda e o cisne”, de Miquelângelo. Tive uma surpresa ao encontrar várias releituras a respeito da mesma obra, que retrata um conto da Mitologia. A seguir, o conto e as releituras que eu encontrei (passe o mouse por cima para verificar o autor).
Leda e o Cisne
Leda era uma jovem e bela princesa, recém-casada com Tíndaro, herdeiro do reino de Esparta. Gostava de deitar-se na relva, apreciando o canto dos pássaros e expunha seu corpo aos raios do sol, sob olhares indiscretos dos deuses.
Certa vez, Zeus ia a caminho da cidade de Tróia e encontrou Leda deitada seminua na relva e parou para contemplá-la de longe. Temendo assustá-la com sua figura gloriosa e resplandecente, Zeus converte-se em um cisne imenso e de bela plumagem para poder cortejar a princesa. O deus supremo temia também que, por ser a bela princesa recém-casada, provavelmente o repeliria.
Ao ver o belo cisne se aproximando, Leda senta-se e começa a observá-lo. Diante dos olhos da princesa, o cisne começa a mover suas belas plumas com grande excitação, movimenta seu corpo em uma dança de vai e vem que mostra seu desejo e soa sua voz delicada, emitindo sinais de atração e paixão. Leda estava fascinada e o cisne aproximou-se mais e começou a tocá-la e acariciá-la com suas plumas e seu longo pescoço.
Excitada, Leda deitou-se novamente na relva e aguardou que o cisne se deitasse sobre ela, e então se amaram.
Meses depois a princesa sente fortes dores e percebe que de seu ventre haviam saído dois ovos: do primeiro, nascem Castor e Helena, do segundo, Pólux e Clitemnestra. Porém Hera, irmã e esposa de Zeus, com ciúmes, persegue e proíbe Leda de viver no reino. Assim, Zeus compensa Leda, convertendo-a em deusa e reservando-lhe um espaço no céu, na forma de uma estrela na constelação de Cisne.
Os filhos de Leda e Zeus, Castor e Pólux, tornam-se grandes guerreiros e amigos inseparáveis. Porém Castor (que herdou a mortalidade humana) perde a vida em uma batalha e Pólux (que herdou a imortalidade divina) suplica a Zeus que devolva a vida do irmão. Comovido com esta demonstração de amor fraterno, Zeus propõe a Pólux dividir sua imortalidade, alternando com o irmão um dia de vida e um dia de morte.
Assim os irmãos passaram a viver e a morrer alternadamente e Zeus os homenageia com a constelação de Gêmeos, na qual não poderiam ser separados nem com a morte.
E finalmente, a tela que eu queria no início…
Muito interessante encontrar diversas releituras da mesma obra, em várias épocas diferentes…
Renascimento e outros movimentos – Idealismo
Idealismo – Movimento do tipo: TCD
Características: continuidade, ordem eterna, a idéia é mais importante do que a observação, simplicidade, clareza.
O Idealismo afirma que o mundo físico é menos importante do que a mente ou o espírito que lhe dão forma e o animam. Quando os ideais (de aparência ou de proporção, por exemplo) orientam a forma como um artista representa o mundo, o seu trabalho pode ser descrito como idealista.
Principais artistas: Albrecht Dürer, Leonardo da Vinci, Andrea Mantegna, Masaccio, Miquelângelo, Rafael.
Renascimento e outros movimentos – Humanismo
Humanismo – Movimento do tipo: TCD
Características: razão, interrogação filosófica, emoção humana, amizade e otimismo.
Muito parecido com o Renascimento, traz o ressurgimento do interesse pela arte e pelos valores do mundo clássico, além de explicar ao homem que é ele quem modifica o mundo. O termo humanista era designado a professores que estudavam a arte liberal romana, e depois foi sendo usado para se referir a pessoas que tinham sérios interesses no mundo clássico e no valor das emoções e das relações humanas. Os artistas passaram a ser “grandes homens”, que redescobririam e trariam de volta a arte clássica e que realçariam a nova importância no ser, e não na religião. Antropocentrismo. Os artistas agora representavam pessoas vulgares em suas obras, e não mais somente cenas religiosas.
Principais artistas: Donatello, Bellini, Giogione, Leonardo da Vinci, Miquelângelo, Rafael, Robusti, Tintoretto, Ticiano.
Highraff
Mais uma que é muito interessante.
Se quiserem saber sobre mais exposições a resepeito de Arte de Rua, acesse:
Patológico
Vale a pena visitar o trabalho caprichado desse artista. Aproveite você que conhece pouco sobre a arte que mais se espalha no mundo.











































